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economia
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Gabriel Galípolo critica juros altos do cartão de crédito e pede reformas estruturais

Presidente do Banco Central enfatiza a necessidade de alternativas de crédito viáveis para a população.

Gabriel Rodrigues26 de março de 2026 às 21:35
Gabriel Galípolo critica juros altos do cartão de crédito e pede reformas estruturais

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, expressou sua preocupação com as taxas de juros exorbitantes aplicadas no rotativo do cartão de crédito, denominando-as como 'punitivas'. Durante uma coletiva nesta quinta-feira, 26, ele enfatizou a urgência de debater uma estrutura de crédito que seja mais benéfica para os cidadãos.

Impactos do crédito emergencial

Galípolo observou que uma parcela significativa da população brasileira recorre a linhas de crédito emergenciais, que acarretam custos acima de 100% ao ano. Ele destacou que essa situação é um dos fatores que contribui para o alto nível de endividamento entre os brasileiros.

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A grande maioria está pagando taxa acima de 100% ao ano nas linhas de crédito emergencial – Gabriel Galípolo

Atualmente, há 101 milhões de cartões de crédito ativos no Brasil.

Contexto sobre taxas

Os juros do rotativo chegam a impressionantes 424,5% ao ano, de acordo com os dados mais recentes do Banco Central.

Galípolo também mencionou que quase 30 milhões de pessoas estão acessando crédito consignado, com taxas que variam entre 22% para o público e até 51% para o privado. Em contraste, 49 milhões de brasileiros enfrentam taxas de até 100% em modalidades de crédito não consignado.

O relatório de política monetária divulgado pelo BC abordou o aumento do endividamento das famílias e o comprometimento da renda, que se aproximaram de níveis históricos, bem como a elevação da inadimplência.

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Precisamos trabalhar em alternativas que garantam ao cidadão uma escolha que ofereça mais vantagens – Gabriel Galípolo

Além dos altos custos do crédito, Galípolo ressaltou que a situação orçamentária das famílias brasileiras tem sido prejudicada por aumentos de preços provocados por choques na economia global. O presidente Lula expressou sua preocupação e pediu ao Ministério da Fazenda que desenvolvesse propostas para enfrentar essas questões.

Questões internas no BC

Na coletiva, Galípolo também se referiu ao caso Master, que afeta dois ex-servidores da instituição, reduziu o clima no Banco Central a um estado de 'luto', segundo ele. Ele afirmou que toda a diretoria está profundamente consternada pelo ocorrido, e que a ética é um valor fundamental para a instituição.

As apurações da Polícia Federal revelaram que os ex-diretores estavam envolvidos em práticas inadequadas, embora ambos tenham negado as acusações.

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