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economia
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Banco Central reduz Selic para 14,50% amid incertezas globais

Taxa de juros consequência de cenários inflacionários e conflitos.

Acro Rodrigues29 de abril de 2026 às 19:05
Banco Central reduz Selic para 14,50% amid incertezas globais

Nesta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, passando de 14,75% para 14,50% ao ano. Essa medida é uma resposta às crescentes pressões inflacionárias que afetam principalmente a população de baixa renda.

A Selic agora está em 14,50% ao ano.

O novo corte na taxa de juros ocorre em um contexto global complicado, marcado pela guerra no Oriente Médio, que está afetando a inflação mundial. O Copom reconheceu a situação em seu comunicado, enfatizando a necessidade de agir com cautela diante das incertezas do cenário internacional.

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No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária.

Os preços do petróleo têm subido, o que já impacta os combustíveis no Brasil. Isso gerou discussões entre analistas sobre a possibilidade de interromper o ciclo de cortes na Selic.

O Copom é composto pelo presidente do Banco Central e por oito diretores, e a atual composição reflete indicações feitas pelo presidente Lula, que possui a maioria no colegiado desde 2025. Na mais recente reunião, o Diretor de Administração, Rodrigo Alves Teixeira, esteve ausente.

Como o Banco Central define a taxa Selic?

O Banco Central opera com um sistema de metas para definir a Selic. Se as projeções de inflação estiverem alinhadas com os objetivos, é possível baixar a taxa. No entanto, caso se superem as metas, o Copom tende a mantê-la ou aumentá-la.

Sistema de Metas

Desde o início de 2025, a meta de inflação foi fixada em 3%, com uma faixa aceitável entre 1,5% e 4,5%. Ao definir a Selic, o BC foca em previsões futuras de inflação, não nas variações já ocorridas.

Neste momento, o Banco Central também está considerando a meta de inflação para o ano de 2027, com perspectivas atuais de que o IPCA, em 2026, fique em torno de 4%, superando a meta central.

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