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economia
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Governo libera R$ 4,5 bilhões do FGTS para aliviar endividamento

Medida visa quitar dívidas de trabalhadores e faz parte de novo pacote de auxílio

Acro Rodrigues29 de abril de 2026 às 17:25
Governo libera R$ 4,5 bilhões do FGTS para aliviar endividamento

O governo federal anunciou a liberação de R$ 4,5 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para ajudar trabalhadores a quitar suas dívidas. A medida foi confirmada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

Os trabalhadores poderão utilizar até 20% do saldo de seu FGTS para pagar débitos, com um máximo de R$ 8 bilhões disponíveis para essa finalidade, embora a expectativa seja de que cerca de R$ 4,5 bilhões sejam realmente utilizados.

A medida faz parte de um pacote do governo para reduzir o endividamento das famílias e empresas brasileiras.

Critérios de acesso e funcionamento do programa

A iniciativa destina-se a trabalhadores com renda mensal de até cinco salários mínimos, ou seja, cerca de R$ 8 mil. Para assegurar que os recursos do FGTS sejam utilizados para pagar dívidas, a Caixa Econômica Federal realizará a transferência diretamente para os bancos onde os trabalhadores possuem débitos, após a renegociação e autorização do beneficiário.

Essa liberação deve ocorrer durante o período em que o programa estiver ativo, que pode durar aproximadamente três meses. Marinho enfatiza que essa operação não comprometerá as funções do FGTS, que possui um patrimônio superior a R$ 700 bilhões.

Descontos significativos nas dívidas

No que diz respeito à renegociação direta com os bancos, o governo prevê um desconto mínimo de 40% nos valores devidos, que pode chegar a 90%. Além disso, os beneficiários que optarem pela renegociação não poderão participar de apostas em jogos online.

O governo busca oferecer educação financeira para mudar os padrões de endividamento da população.

Após um programa anterior, intitulado Desenrola, não ter alcançado os resultados desejados, Marinho ressaltou a importância da educação financeira para a mudança de comportamento em relação ao endividamento.

Contexto e prioridade do governo

Com o impacto da guerra no Oriente Médio e os desafios econômicos internos, o governo priorizou o socorro aos endividados no primeiro semestre de 2026. O presidente Lula reconhece a urgência da situação e teme que uma inflação alta prejudique sua imagem durante o período eleitoral.

As medidas finais ainda estão sendo ajustadas e espera-se que o presidente Lula faça um pronunciamento sobre o tema na quinta-feira (30), véspera do Dia do Trabalhador.

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