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economia
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Governo pode suspender subsídios a combustíveis com paz entre EUA e Irã

José Guimarães destaca impactos da paz no mercado de petróleo

Gabriel Rodrigues16 de junho de 2026 às 11:30
Governo pode suspender subsídios a combustíveis com paz entre EUA e Irã

O ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais, revelou a possibilidade do governo brasileiro suspender os subsídios aos combustíveis caso o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, previsto para ser assinado na próxima sexta-feira (19), se concretize.

Em uma conversa na GloboNews, Guimarães explicou que a diminuição das tensões no Oriente Médio pode resultar em uma adequada estabilização nos preços internacionais do petróleo, tornando desnecessários os subsídios atualmente implementados para minimizar o impacto nos consumidores.

Subsídios Atuais e suas Implicações

Atualmente, o governo concede diversas formas de subvenção, incluindo um subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina, que abrange aproximadamente metade dos tributos federais sobre o combustível, e um benefício de R$ 1,12 por litro de diesel. Além disso, existe um mecanismo de compensação para o diesel importado, destinado a garantir o abastecimento do mercado.

Se a paz entre EUA e Irã for alcançada, o PLP 114 será retirado da Câmara, conforme afirma Guimarães.

O ministro também ressaltou que uma eventual queda nos preços da commodity poderia dispensar a necessidade de aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 114, que propõe isenções tributárias para combustíveis a partir de 2026.

"

A retirada do PLP 114 da tramitação representa um alívio significativo, se o acordo de paz se concretizar

José Guimarães.

Reações do Mercado

A possibilidade de um acordo entre os dois países reduziu as preocupações sobre possíveis interrupções no fornecimento global de petróleo, resultando em uma notável queda nos preços. O barril do petróleo Brent, referência mundial, caiu cerca de 5%, alcançando a faixa entre US$ 81 e US$ 83, o menor nível em três meses.

A reação positiva do mercado foi desencadeada pelas declarações de líderes, incluindo o presidente dos EUA, Donald Trump, e envolvidos internacionais nas negociações, reforçando a esperança de uma normalização na oferta global de energia.

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