Proposta apresenta limites para reajustes e novos impostos

O governo federal apresentou na última segunda-feira (31) os principais pontos do orçamento de 2027, que deve impactar a economia em um novo ciclo de governos. O documento prevê um salário mínimo de R$ 1.741, mas não há previsão de reajuste no valor do Bolsa Família.
A proposta de orçamento para 2027 determina um aumento de R$ 120 no salário mínimo, que passaria a ser de R$ 1.741 a partir de janeiro. Isso representa uma correção de 7,4% em relação ao valor atual. O índice final, no entanto, será confirmado em dezembro, após a divulgação do INPC de novembro.
Este aumento é fundamental, pois o salário mínimo impacta diretamente 61,9 milhões de brasileiros, e analistas sugerem que um aumento acima da inflação pode agravar as despesas públicas.
✨ Sem reajuste para o Bolsa Família com previsão de R$ 157,1 bilhões
A proposta orçamentária visa um superávit fiscal de R$ 73,2 bilhões, um objetivo que, se atingido, marcaria a saída da situação deficitária desde 2022. Porém, essa meta poderá ser ajustada com o não abatimento de precatórios nas contas.
Além disso, o orçamento estabelece um teto para reajustes de servidores públicos, que não poderão ter ganhos reais acima da inflação, conforme um novo marco fiscal que teve aprovação do Congresso.
A proposta de 2027 também inclui a implementação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e um imposto seletivo, popularmente conhecido como 'imposto do pecado'. Juntos, esses tributos têm potencial de arrecadar R$ 677,9 bilhões.
Adicionalmente, o governo alocou R$ 44,8 bilhões para emendas parlamentares, um aumento em relação aos anos anteriores.
O respeito às metas fiscais e o equilíbrio das contas públicas são cruciais para a sustentabilidade econômica do Brasil, especialmente considerando o aumento da dívida pública nos últimos anos.
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Jornalista especializado em economia

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