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economia
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Greve da Samsung pode impactar produção de chips na próxima semana

Expectativa de interrupção preocupa mercado e governo sul-coreano

Tiago Abech15 de maio de 2026 às 07:55
Greve da Samsung pode impactar produção de chips na próxima semana

O sindicato da Samsung Electronics confirmou que a greve programada para iniciar na próxima semana irá ocorrer, mesmo após a empresa sugerir a retomada das negociações salariais. Essa incerteza gerou uma queda de até 9,3% nas ações da companhia.

Negociações fracassadas e futuros impactos

As recentes tentativas de mediação do governo entre o sindicato e a Samsung, que focavam em condições de pagamento e bônus, não tiveram sucesso. Como resultado, as preocupações aumentam em relação à possibilidade de uma greve que pode paralisar a produção na maior fabricante de chips de memória do mundo.

O sindicato manifestou a disposição de retomar as discussões após 7 de junho, mas anunciou um plano de greve de 18 dias a partir de 21 de maio. Os executivos da Samsung, em resposta, pediram desculpas pela situação e se comprometeram a se reunir com a liderança sindical no campus da empresa em Pyeongtaek.

Mais de 50 mil trabalhadores podem aderir à greve, segundo informações do sindicato.

Preocupações governamentais e previsões de impacto econômico

Autoridades sul-coreanas, incluindo o primeiro-ministro, expressaram receios de que uma greve na Samsung resultaria em impactos severos na economia, exportações e mercados financeiros. O ministro da indústria, Kim Jung-kwan, alertou para danos irreparáveis e a possibilidade de intervenção de emergência se a situação não for resolvida.

O JPMorgan, em um relatório recente, destacou que a greve poderia ter efeitos mais drásticos do que se pensava inicialmente. As perdas potenciais para o lucro operacional da Samsung foram estimadas entre 21 trilhões a 31 trilhões de won, enquanto a projeção de perda de vendas gira em torno de 4,5 trilhões de won.

Reação do mercado

As ações da Samsung Electronics fecharam com uma queda de 8,6%, superando a desvalorização de 6,1% do índice Kospi, refletindo as apreensões do mercado quanto à continuidade da produção e entregas da empresa à sua clientela.

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