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Mercado financeiro aguarda desfecho sobre o Estreito de Ormuz

Cautela marca início da terça-feira com foco em tensões geopolíticas

João Pereira07 de abril de 2026 às 09:25
Mercado financeiro aguarda desfecho sobre o Estreito de Ormuz

O mercado financeiro mundial inicia a terça-feira (7) com um clima de cautela, em virtude da expectativa em torno do prazo imposto pelos Estados Unidos para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. Esse cenário gera incertezas sobre o futuro do fluxo de petróleo e as ações do governo americano.

Na Ásia, as principais bolsas de valores apresentaram altas, enquanto as projeções futuras nos Estados Unidos e na Europa mostram uma tendência de queda. O preço do petróleo registra uma subida, os títulos do Tesouro dos EUA (treasuries) também estão em alta e o dólar demonstra estabilidade em suas operações.

Pressão no mercado

O Irã não indicou que atenderá a exigência dos EUA de reabrir o referido Estreito até o final do dia. O presidente americano estabeleceu esse prazo sob a ameaça de possíveis ataques à infraestrutura civil iraniana caso a ordem não seja cumprida. A iminência desse limite faz com que os investidores permaneçam em um estado de expectativa, considerando a possibilidade de uma ação militar ou uma mudança de postura dos EUA, situações já observadas em crises passadas.

O governo iraniano repudiou as condições impostas e anunciou possíveis retaliações contra aliados americanos na região, intensificando o risco geopolítico no Golfo Pérsico.

Tensões e medidas na economia brasileira

No Brasil, apesar da aversão ao risco crescente, a agenda econômica do dia apresenta poucos dados relevantes. O destaque fica por conta da divulgação da balança comercial de março, cuja publicação está programada para as 15h. Além disso, não há outros indicadores significativos agendados, reforçando a atenção dos investidores nas incertezas geopolíticas.

Em resposta ao aumento nos preços de energia devido ao conflito no Oriente Médio, o governo brasileiro implementou um pacote de medidas para mitigar os efeitos sobre os combustíveis. Entre as iniciativas, está a criação de uma subvenção de R$ 1,20 por litro para a importação de diesel rodoviário, dividindo os custos entre a União e os estados. Para o diesel produzido internamente, o subsídio será de R$ 0,80 por litro.

Impactos das novas medidas

A isenção de PIS/Cofins sobre o biodiesel deve resultar em uma diminuição aproximada de R$ 0,02 por litro. O biodiesel atualmente compõe 15% da mistura do diesel no Brasil.

Em relação ao gás de cozinha, a subvenção proposta é de R$ 850 por tonelada de GLP importado, com um custo estimado total de R$ 330 milhões. O pacote também inclui a criação de novas linhas de crédito destinadas às companhias aéreas, visando reduzir o impacto da alta dos combustíveis neste setor.

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