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economia
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Inflação em abril é de 0,67%, influenciada por alimentos e saúde

Dados do IBGE mostram desaceleração em itens essenciais

Gabriel Rodrigues12 de maio de 2026 às 09:15
Inflação em abril é de 0,67%, influenciada por alimentos e saúde

A inflação no Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 0,67% em abril, após o crescimento de 0,88% em março, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado do ano, o índice totaliza 2,60%, enquanto em um período de 12 meses a taxa é de 4,39%.

Fatores que Influenciaram a Inflação

Os grupos que mais impactaram a alta foram os de Alimentação e bebidas, que avançaram 1,34%, e Saúde e cuidados pessoais, com uma variação de 1,16%. O aumento dos preços dos alimentos em domicílio contribuiu em 0,29 ponto percentual para o índice geral, destacando-se as altas expressivas em produtos como cenoura (26,63%), leite longa vida (13,66%), cebola (11,76%) e tomate (6,13%).

A alta nos alimentos está ligada à restrição de oferta e aumento de custos, especialmente devido a condições climáticas.

Os preços de café moído e frango em pedaços apresentaram quedas, de 2,30% e 2,14%, respectivamente. Por outro lado, a alimentação fora do domicílio registrou um aumento de 0,59%.

José Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE, apontou que a variação nos preços dos alimentos é influenciada pela seca, que diminui a oferta de pasto e aumenta o uso de ração, além do aumento nos custos de frete devido à alta dos combustíveis.

Saúde e Transportes

No setor de Saúde e cuidados pessoais, os produtos farmacêuticos subiram 1,77% após um reajuste autorizado de até 3,81% nos medicamentos, vigente a partir de abril. Os artigos de higiene pessoal também apresentaram alta, de 1,57%.

O grupo de Transportes desacelerou de 1,64% em março para apenas 0,06% em abril, influenciado pela queda de 14,45% nas passagens aéreas. Contudo, a gasolina teve um aumento de 1,86%, representando o maior impacto individual no índice com 0,10 ponto percentual.

Regionalmente, Goiânia teve a maior alta, registrando 1,12%, impulsionada por aumentos na gasolina e tarifas de água e esgoto, enquanto Brasília apresentou a menor variação com 0,16%, devido à queda nos preços de passagens aéreas e gasolina.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que reflete a inflação enfrentada por famílias de menor renda, registrou a elevação de 0,81% em abril, totalizando 2,70% no ano e 4,11% em 12 meses.

Os dados evidenciam uma desaceleração na inflação mensal, mas com persistentes pressões sobre itens essenciais como alimentos, combustíveis e medicamentos.

O próximo relatório sobre a inflação referente ao mês de maio será publicado pelo IBGE no dia 12 de junho.

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