Dados de julho mostram leve queda na inflação, mas incertezas permanecem.

A inflação no Brasil apresentou um leve aumento de 0,07% em julho, segundo dados recentes, enquanto indicadores de varejo e serviços indicam uma desaceleração na atividade econômica.
De acordo com a análise da instituição Rabobank, o cenário é complexo, envolvendo uma inflação que, embora em desaceleração, permanece afetada por juros elevados e incertezas externas que afetam o câmbio, os preços do petróleo e as expectativas do mercado.
✨ O IPCA registrou 4,4% nos últimos 12 meses, ligeiramente abaixo do teto da meta estabelecida em 4,5%.
As vendas do varejo restrito cresceram 0,5% em junho, mas o varejo ampliado apresentou uma queda de 1,0%, sugerindo um possível arrefecimento do setor. Além disso, os serviços permaneceram estáveis, após uma leve queda de 0,2% em maio, alimentando a percepção de estagnação.
A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) revela que a política monetária restritiva está começando a mostrar seus efeitos na economia. No entanto, a necessidade de manter juros elevados por um período prolongado é necessária devido às expectativas inflacionárias persistentes.
Os dados de julho mostram que, apesar da leve queda na inflação, as incertezas externas, como as tensões entre EUA e Irã, e a volatilidade do preço do petróleo, continuam a impactar a economia brasileira.
No cenário internacional, os dados dos núcleos do CPI e do PPI nos Estados Unidos mostram uma ligeira melhora, enquanto o mercado de trabalho começa a perder força. O preço do petróleo Brent se mantém volátil, em torno de US$ 90.
Em relação ao câmbio, o dólar encerrou a semana anterior cotado a R$ 5,2228, refletindo uma depreciação de 2,8% do real. O Rabobank prevê que a moeda americana será negociada a R$ 5,35 no final do ano, em função da expectativa de redução no diferencial de juros e a situação fiscal do Brasil.
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