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economia
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Etanol registra queda significativa em junho, enquanto diesel sobe

Preços dos combustíveis mostram variações em meio a aumento da oferta

Ricardo Alves01 de julho de 2026 às 16:20
Etanol registra queda significativa em junho, enquanto diesel sobe

Os preços dos combustíveis sofreram nova redução em junho, com o etanol hidratado liderando a queda, conforme os dados do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe/Fipe, divulgados no dia 1º de junho. O biocombustível registrou uma queda de 4,7% em comparação ao mês anterior, encerrando o período com um valor médio de R$ 4,265 por litro.

A média nas capitais foi um pouco mais alta, atingindo R$ 4,425 por litro. Essa diminuição no preço do etanol está atrelada ao aumento da moagem de cana no Centro-Sul, o que resultou em maior oferta e competitividade em relação à gasolina comum.

O etanol foi o combustível com a maior queda de preço entre os acompanhados.

Em relação à gasolina, o preço caiu 0,3%, situando-se em R$ 6,727 por litro para a gasolina comum, enquanto a gasolina aditivada também teve queda de 0,3%, fechando o mês a R$ 6,866 por litro. O diesel comum apresentou uma diminuição de 2%, com média de R$ 6,988, enquanto o diesel S-10 teve uma baixa um pouco menor, de 1,4%, totalizando R$ 7,111.

Em contraste, o Gás Natural Veicular (GNV) foi o único combustível a apresentar um aumento, subindo 1,4% e alcançando um preço médio de R$ 4,654 por litro.

Contexto Adicional

Apesar da queda mensal contínua, os preços dos combustíveis ainda refletem pressões acumuladas do primeiro semestre de 2026. O diesel tem registrado as maiores altas, com o S-10 subindo 15,1% e o diesel comum, 14,1% no ano até agora.

Na comparação com junho do ano passado, a situação é diferente: o diesel S-10 teve um aumento de 16%, e o diesel comum, de 15%. A gasolina comum teve um aumento de 6,6%, enquanto a aditivada subiu 6,2%. O etanol, por outro lado, teve uma leve queda de 0,9% nesse mesmo período.

Mauro Kondo, superintendente de Negócios B2B da Veloe, comentou que a tendência observada em junho indica um processo de acomodação, iniciado no mês anterior, em função do aumento na oferta de etanol e outros fatores relacionados aos derivados de petróleo no cenário global e dinâmicas de preços internas.

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