Voltar
economia
2 min de leitura

IPCA sobe 3,36% no primeiro semestre de 2026, maior variação desde 2022

Alimentos e combustíveis pressionam inflação brasileira

Gabriel Rodrigues10 de julho de 2026 às 11:40
IPCA sobe 3,36% no primeiro semestre de 2026, maior variação desde 2022

A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu para 3,36% no primeiro semestre de 2026. Esse índice revela um aumento muito acima dos 2,99% registrados no mesmo período do ano anterior e representa a maior elevação nos primeiros seis meses do ano desde 2022, quando a inflação atingiu 5,49%.

Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relatou que a pressão inflacionária foi impulsionada, sobretudo, pelos preços de alimentos e combustíveis. Entre os principais responsáveis, destacam-se o tomate, que disparou 82% ao longo do semestre, gerando um impacto de 0,16 ponto porcentual sobre o índice. A gasolina também teve um aumento significante de 6,37%, representando a maior influência individual no IPCA de 2026, com 0,32 ponto porcentual, em comparação com uma alta de 2,53% no ano passado.

O tomate teve um aumento de 82%, e a gasolina subiu 6,37%, contribuindo para a alta inflacionária.

Na divisão por segmentos, a categoria de Educação apresentou um aumento de 5,29% nos primeiros seis meses. O grupo de Alimentação e Bebidas também se destacou, elevando-se em 4,56% e com o maior impacto de 0,98 ponto porcentual. A Habitação mostrou-se relevante, com um impacto de 0,45 ponto porcentual, notavelmente devido ao aumento acumulado de 3,58% na tarifa de energia elétrica.

Em comparação com o primeiro semestre de 2025, Gonçalves destacou que, em fevereiro, os reajustes típicos do setor educacional foram intensificados pelo fim do bônus de Itaipu, que foi creditado em janeiro, e pela pressão sobre o preço do café. Este último já estava influenciando a inflação desde o final de 2024, com sucessivas altas geradas por fatores como problemas climáticos, redução da oferta e escassez no mercado global, afetando a produção também no Brasil.

Impactos Setoriais

Os alimentos e combustíveis são os principais responsáveis pela alta do IPCA, com destaque para tomate e gasolina. A educação, habitação e energia elétrica também tiveram contribuições relevantes.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia