IPCA sobe 3,36% no primeiro semestre de 2026, maior variação desde 2022
Alimentos e combustíveis pressionam inflação brasileira

A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu para 3,36% no primeiro semestre de 2026. Esse índice revela um aumento muito acima dos 2,99% registrados no mesmo período do ano anterior e representa a maior elevação nos primeiros seis meses do ano desde 2022, quando a inflação atingiu 5,49%.
Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relatou que a pressão inflacionária foi impulsionada, sobretudo, pelos preços de alimentos e combustíveis. Entre os principais responsáveis, destacam-se o tomate, que disparou 82% ao longo do semestre, gerando um impacto de 0,16 ponto porcentual sobre o índice. A gasolina também teve um aumento significante de 6,37%, representando a maior influência individual no IPCA de 2026, com 0,32 ponto porcentual, em comparação com uma alta de 2,53% no ano passado.
✨ O tomate teve um aumento de 82%, e a gasolina subiu 6,37%, contribuindo para a alta inflacionária.
Na divisão por segmentos, a categoria de Educação apresentou um aumento de 5,29% nos primeiros seis meses. O grupo de Alimentação e Bebidas também se destacou, elevando-se em 4,56% e com o maior impacto de 0,98 ponto porcentual. A Habitação mostrou-se relevante, com um impacto de 0,45 ponto porcentual, notavelmente devido ao aumento acumulado de 3,58% na tarifa de energia elétrica.
Em comparação com o primeiro semestre de 2025, Gonçalves destacou que, em fevereiro, os reajustes típicos do setor educacional foram intensificados pelo fim do bônus de Itaipu, que foi creditado em janeiro, e pela pressão sobre o preço do café. Este último já estava influenciando a inflação desde o final de 2024, com sucessivas altas geradas por fatores como problemas climáticos, redução da oferta e escassez no mercado global, afetando a produção também no Brasil.
Impactos Setoriais
Os alimentos e combustíveis são os principais responsáveis pela alta do IPCA, com destaque para tomate e gasolina. A educação, habitação e energia elétrica também tiveram contribuições relevantes.
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