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economia
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Governo inicia fim de subsídios após queda no preço do petróleo

Medida visa manter compromisso fiscal e reduzir gastos públicos

Gabriel Rodrigues30 de junho de 2026 às 18:20
Governo inicia fim de subsídios após queda no preço do petróleo

O governo federal anunciou uma mudança significativa na política de subsídios aos combustíveis, com início das retiradas a partir de 1º de fevereiro. Esta decisão vem em resposta à recente queda nos preços internacionais do petróleo, marcada pelo restabelecimento da paz nas tensões entre o Ocidente e o Irã.

O fim da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel é a primeira medida a ser implementada.

De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a decisão de retirar a subvenção foi possível devido à redução nos preços internacionais do barril de petróleo, que se estabilizou em torno de US$ 70. Durigan destacou que a avaliação do impacto dessas mudanças está sendo feita diariamente pela equipe econômica.

O que muda?

Neste primeiro estágio, apenas a subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel será removida. Os outros subsídios, como os R$ 1,12 para o diesel e R$ 0,44 para a gasolina, ainda estão em vigor, mas sob análise constante do governo.

Motivo da decisão

Com a redução da tensão no Oriente Médio, que include um acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irã, o governo acredita que os subsídios emergenciais já cumpriram sua função. Além do impacto econômico, a retirada dos subsídios visa também preservar as contas públicas, conforme declarações do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

A manutenção da neutralidade fiscal é essencial para as metas econômicas de 2026.

As primeiras medidas de suporte começaram em março do último ano, quando os preços do petróleo dispararam. O governo implementou subsídios e isenções fiscais para mitigar o efeito da alta nos consumidores.

Próximos passos

Os economistas do governo planejam seguir a evolução dos preços e, se a situação se mantiver favorável, poderão ocorrer novas reduções nos subsídios em um futuro próximo. Artur Watt Neto, presidente da ANP, garantiu que essa retirada será feita sem grandes impactos no bolso do consumidor.

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