Voltar
economia
2 min de leitura

Limpeza de navios-tanque parados no Golfo Pérsico atrasa fornecimento de petróleo

Intervenções em embarcações são essenciais para restabelecer a navegação

Acro Rodrigues27 de junho de 2026 às 10:15
Limpeza de navios-tanque parados no Golfo Pérsico atrasa fornecimento de petróleo

Centenas de navios-tanque ancorados no Golfo Pérsico enfrentam emergente necessidade de limpeza de incrustações biológicas após meses de inatividade, impactando diretamente o fornecimento global de petróleo. Derek Hamm, da empresa Obsessive Compulsive Divers, destacou que quatro meses é tempo suficiente para uma considerável acumulação de sujeira e organismos.

Consequências do bioincrustamento

Nos últimos meses, cracas, mexilhões e algas, característicos de águas quentes, se fixaram nos cascos dos gigantescos petroleiros. A remoção dessas incrustações é vital para a segurança e eficiência das embarcações antes que possam voltar a navegar.

Hamm explicou que, no setor marítimo, a situação não é inusitada. O bioincrustamento, acúmulo de organismos nos cascos dos navios, se tornou um desafio complexo. Os petroleiros detidos no Estreito de Ormuz estão impedidos de seguir viagem enquanto as incrustações não forem removidas, o que complicará ainda mais a recuperação do mercado de petróleo após meses de guerra e crise.

Tarefas da limpeza

A limpeza dos cascos é um trabalho complexo: superpetroleiros de 300 metros exigem que equipes de cinco ou seis mergulhadores utilizem raspadores e lavadoras de alta pressão, gastando entre quatro a cinco horas em cada embarcação. Com 600 navios aguardando, o esforço humano necessário é significativo.

Com a demanda crescente, as tarifas para limpeza aumentaram significativamente, alcançando valores de cinco dígitos por navio.

Práticas de limpeza

Os mergulhadores utilizam diversas ferramentas, incluindo lanças e lixadeiras elétricas, mas devem ter cautela para não danificar o revestimento dos cascos, essencial para prevenir o acúmulo de organismos.

Desafios regulatórios e operacionais

A necessidade de limpeza é impulsionada não apenas por razões operacionais, mas também por regulamentações marítimas que visam evitar a introdução de espécies invasoras no ecossistema marinho. O processo de limpeza é vital antes que os navios possam retornar ao trânsito, e agora enfrenta novas complicações com a exigência de que empresas sejam registradas no Irã para realizar o serviço.

Com a incerteza sobre a situação política na região e a necessidade de aprovações de instituições financeiras e seguradoras, os desafios para reativar o fluxo de petróleo não se restringem apenas às incrustações. O atraso no fornecimento de petróleo prolonga a crise de abastecimento energético.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia