Mulheres estão cada vez mais presentes no cenário científico
Participação feminina em ascensão em gerações mais recentes: resultados encorajadores

O relatório da Elsevier-Bori revelou que nos últimos vinte anos houve um aumento de 29% na participação de mulheres como autoras de publicações científicas no Brasil, aproximando a produção científica nacional de uma equidade de gênero, sobretudo entre pesquisadoras mais jovens. Atualmente, 49% da produção científica brasileira conta com pelo menos uma mulher entre os autores, colocando o Brasil em terceiro lugar no ranking de países com maior presença feminina na ciência, atrás apenas da Argentina e de Portugal.
O relatório também apontou que a participação feminina na produção científica nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM) cresceu de 35% em 2002 para 45% em 2022. No entanto, desde 2009-2010, a velocidade desse crescimento diminuiu, considerando todas as áreas somadas.
Dante Cid, Vice-presidente de Relações Acadêmicas da América Latina da Elsevier, considerou os resultados encorajadores, destacando o aumento da participação feminina nas gerações mais recentes. Contudo, ainda há desafios a serem superados, principalmente em relação à participação de mulheres nas áreas de Exatas e entre as gerações mais experientes.
Alguns avanços rumo à equidade de gênero na publicação científica foram observados em áreas como Enfermagem e Psicologia, que registraram uma redução de 3,4 e 3,1 pontos percentuais, respectivamente, na presença de autoras mulheres ao longo de uma década. Por outro lado, Economia, Econometria e Finanças, Negócios, Administração e Contabilidade, Ciências Ambientais e Veterinária foram as áreas que mais tiveram crescimento na presença de autoras mulheres, com aumentos que variaram de 6,0 a 9,2 pontos percentuais.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de economia

Terras raras do Brasil: potencial e desafios na mineração
Brasil possui a segunda maior reserva mundial, mas produção é reduzida.

Desemprego aumenta em 15 estados brasileiros no primeiro trimestre
A taxa de desocupação sobe significativamente em várias regiões do Brasil

Aumento da desocupação impacta todas as regiões no Brasil
Taxa de desemprego sobe de 5,1% para 6,1% no primeiro trimestre de 2026

Cobre: Brasil busca expandir produção para atender demanda global
Crescimento na demanda por cobre deve impactar mercado até 2035





