Gilneu Vivan apresenta as expectativas para o financiamento habitacional.

O diretor de Regulação do Banco Central, Gilneu Vivan, destacou nesta segunda-feira (11) que o novo modelo de financiamento do crédito imobiliário, introduzido em outubro de 2025, visa aumentar e estabilizar a oferta desse tipo de crédito.
Vivan fez suas declarações durante uma transmissão ao vivo, enfatizando que a nova estrutura traz maior clareza sobre os recursos disponíveis para o setor e minimiza as oscilações observadas anteriormente.
✨ O modelo prevê um incremento gradual do percentual da poupança destinado ao financiamento imobiliário, passando de 65% para 100% do saldo.
Com a implementação das novas regras, as instituições financeiras poderão operar com um excedente de financiamento. Isso significa que, para cada R$ 1 concedido em crédito imobiliário, poderá ser aplicado R$ 1 da poupança no mercado.
Graças à diferença entre os juros do mercado e a remuneração da poupança, essa estrutura permite a redução do custo final das operações de crédito.
"As taxas vão acompanhar o mercado: se a Selic subir muito, a taxa sobe; se a Selic cair, a taxa vai cair também
Conforme Vivan, as simulações realizadas pelo Banco Central sugerem que o novo modelo ajudará a estabilizar ou até reduzir as taxas de juros de crédito imobiliário, evitando variações abruptas e conferindo maior previsibilidade aos tomadores.
Ele adiantou que as taxas devem ser ajustadas conforme a renda, permitindo condições mais favoráveis para as famílias de baixa renda, com uma variação de até 0,4 ponto percentual ao mês entre diferentes perfis de tomadores.
Ainda não foram divulgadas informações sobre o volume adicional de recursos disponíveis ou a data para a implementação completa do novo modelo.
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Jornalista especializado em Economia

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