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economia
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Petróleo atinge alta impulsionado por crises no Oriente Médio

Preços do petróleo saltam devido a conflitos e tensões geopolíticas

Gabriel Rodrigues08 de julho de 2026 às 16:50
Petróleo atinge alta impulsionado por crises no Oriente Médio

Os preços do petróleo fecharam com forte alta nesta quarta-feira, 8 de julho, impulsionados por crescentes tensões no Oriente Médio e o temor de interrupções na oferta, especialmente no Estreito de Ormuz. O petróleo WTI para agosto registrou um aumento de 4,37%, equivalente a US$ 3,08, fechando a US$ 73,52 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o Brent para setembro subiu 5,20%, ou US$ 3,86, terminando o dia a US$ 78,02 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Ambos os contratos atingiram seus maiores preços desde 22 de junho. Essa valorização ocorreu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante uma cúpula da Otan, onde anunciou o término de um acordo temporário com o Irã e afirmou a intenção de intensificar as ações contra o país, o que elevaria ainda mais os preços do petróleo.

As tensões entre EUA e Irã destacam o risco de interrupção no fornecimento de petróleo na região.

Em resposta a essas declarações, o Irã ameaçou bloquear o Estreito de Ormuz e intensificar suas hostilidades, o que, segundo a consultoria Macquarie, poderia ser um obstáculo significativo para uma paz duradoura. A Rystad Energy informou que o tráfego de navios petroleiros na rota quase parou, indicando uma crescente percepção de risco no mercado.

Contexto

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais vitais do mundo, responsável por uma significativa porcentagem do petróleo transportado globalmente. Qualquer perturbação nessa passagem tende a ter efeitos imediatos nos preços do petróleo.

A consultoria Capital Economics alertou que os preços do petróleo devem seguir voláteis nos próximos meses, prevendo momentos de pressão altista. Enquanto isso, os estoques de petróleo nos EUA aumentaram em quase 3 milhões de barris na semana encerrada em 4 de julho, contrariando as expectativas de uma diminuição.

A ata da reunião do Federal Reserve (Fed) de junho também indicou a permanência da alta inflação, refletindo a situação dos preços da energia. O aumento na valorização do petróleo, portanto, está relacionado não apenas à dinâmica geopolítica, mas também a fatores internos da economia americana.

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