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economia
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Queda nas Ações de Gigantes Energéticas com Reabertura do Estreito de Ormuz

Cessar-fogo no Oriente Médio impacta preços do petróleo e ações do setor energético

Gabriel Rodrigues08 de abril de 2026 às 09:15
Queda nas Ações de Gigantes Energéticas com Reabertura do Estreito de Ormuz

A reabertura do Estreito de Ormuz e a consequente redução nos preços do petróleo provocaram uma queda significativa nas ações das principais empresas energéticas dos EUA. No pré-mercado, Exxon Mobil e Chevron registraram perdas de 6,3% e 4,6%, respectivamente.

A quarta-feira (8) viu uma desvalorização significativa das ações do setor energético, tanto na América quanto na Europa, como resultado da redução dos preços do petróleo. A expectativa de normalização do fornecimento, após o cessar-fogo de duas semanas no Oriente Médio, estimulou essa queda.

Os preços do petróleo caíram para menos de US$ 100 por barril, com contratos do Brent atingindo o menor valor em quase um mês.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o cessar-fogo na terça-feira (7), menos de duas horas antes da data-limite que punha em risco o fornecimento de petróleo e gás do Irã. Este acordo veio após um intenso conflito de seis semanas, que elevara os preços do petróleo e demandara que governos e empresas tomassem medidas contra um possível choque energético.

Analistas destacam que a normalização do tráfego no Estreito de Ormuz é crucial para estabilizar os preços do petróleo, que haviam disparado devido ao conflito. Matt Britzman, analista sênior da Hargreaves Lansdown, comentou sobre a importância dessa reabertura para a recuperação dos preços anteriores ao conflito.

Além da Exxon Mobil e Chevron, outras empresas do setor como Occidental Petroleum, Devon Energy, e ConocoPhillips também sentiram o impacto, apresentando quedas entre 5% e 8%. As empresas de serviços petrolíferos Baker Hughes e SLB reportaram perdas de 2,6% e 4,1%.

Refinarias como Marathon Petroleum e Phillips 66 também foram afetadas, com quedas de 3% e 5%. No setor de GNL, Venture Global e Cheniere caíram 11,1% e aproximadamente 7%.

O desempenho do setor energético foi historicamente positivo entre janeiro e março, com o índice de energia do S&P 500 subindo cerca de 37,2%. Entretanto, na quarta-feira, as ações no setor europeu também enfrentaram quedas significativas, com BP, Shell, Eni, TotalEnergies e Repsol perdendo entre 6% e 9%.

Equinor, da Noruega, viu suas ações despencarem em 12,5%, enquanto Var Energi e Aker BP enfrentaram quedas de 11,3% e 2,6%, respectivamente. Essa tendência coloca o setor europeu de petróleo e gás como o de pior desempenho do dia, com uma queda de 4,3%, embora ainda acumule uma valorização de quase 30% em 2026.

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