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economia
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Preços do petróleo sobem com tensões entre EUA e Irã

Conflito no Oriente Médio impacta mercado global

Gabriel Rodrigues17 de julho de 2026 às 05:20
Preços do petróleo sobem com tensões entre EUA e Irã

As tensões renovadas entre Estados Unidos e Irã têm elevado os preços do petróleo, com o barril do Brent cotado a US$ 83,30. O crescimento dos preços ocorre em um contexto de bloqueio naval aos iranianos e novos ataques entre os países.

Apesar da alta nos preços, o petróleo ainda está distante dos níveis recordes de abril, quando o preço chegou a US$ 118,03. Após uma significativa queda para cerca de US$ 70, a commodity enfrenta agora uma nova onda de incertezas.

Os preços dos combustíveis no Brasil, contudo, continuam elevados, com aumentos de aproximadamente 10% no diesel e 5% na gasolina desde o início da guerra.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) relatou que a desaceleração do petróleo global não se refletiu nas bombas de combustível do Brasil. Especialistas acreditam que isso se deve a intervenções governamentais e à instabilidade no Oriente Médio.

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A imprevisibilidade ainda dita os preços do petróleo e, consequentemente, do diesel e da gasolina. Existem muitos pontos sensíveis a serem negociados entre os dois países.

Situação atual do mercado

Embora um acordo preliminar tenha sido estabelecido em junho para encerrar as hostilidades, o cessar-fogo foi brevemente rompido com novos ataques. A mediação do Catar e Paquistão buscou restabelecer as negociações, mas a volatilidade persiste.

Além disso, o governo dos EUA ameaçou ressuscitar o bloqueio naval e cobrar taxas sobre navios no Estreito de Ormuz, que é vital para o comércio de petróleo, despertando preocupações sobre a oferta mundial.

Contexto

As tensões geopolíticas afetam diretamente o mercado de petróleo, contribuindo para as variações nos preços globais de combustíveis.

Perspectivas para o Brasil

No Brasil, o governo investiu mais de R$ 30 bilhões em medidas para controlar a alta dos combustíveis. Como resultado, a Petrobras atuou para conter repasses de aumento, o que impediu que os preços subissem drasticamente.

No entanto, a recente redução do preço do diesel pela Petrobras apenas compensou o fim de subsídios e não trouxe mudanças significativas para os consumidores.

  • 1O aumento na mistura de etanol na gasolina não deve causar redução nos preços.
  • 2A situação no mercado internacional é o principal fator que se reflete nos preços internos.
  • 3O governo adiou a retirada do subsídio à gasolina diante da escalada da crise.

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