Governo americano afirma necessidade de munições para conflito no Irã.

O governo dos Estados Unidos decidiu suspender a venda de armas no valor de 14 bilhões de dólares a Taiwan, priorizando a garantia de suprimentos necessários para sua operação militar no Irã, conforme declarado pelo chefe interino da Marinha americana, Hung Cao.
Durante uma audiência no Congresso, Hung Cao destacou: “Estamos fazendo uma pausa para assegurar que temos as munições de que precisamos para a Epic Fury”. Ele acrescentou que, embora a América tenha um estoque considerável de armamentos, a decisão de continuar com as vendas cabe aos secretários de Defesa e Estado, Pete Hegseth e Marco Rubio, respectivamente.
✨ Taiwan não recebeu notificações sobre alterações nas vendas.
Em resposta, o Gabinete Presidencial de Taiwan afirmou não ter sido informado de qualquer mudança nas vendas de armas por parte dos EUA. Historicamente, a venda de armamentos americanos para a ilha é um ponto sensível nas relações com a China, que considera Taiwan como parte de seu território.
Após a visita do ex-presidente Donald Trump à China, onde ele indicou que conversaria sobre a venda de armas com o presidente chinês, Xi Jinping, surgiu um aumento nas tensões. Trump afirmou que a venda seria uma ferramenta significativa nas negociações entre Washington e Beijing, mas garantiu não haver compromissos firmados durante a visita.
Os Estados Unidos, embora não reconheçam formalmente Taiwan como país, mantêm um compromisso legal para fornecer a ilha armamentos para sua defesa. Essa dinâmica é frequentemente um ponto de discórdia nas relações sino-americanas.
"A questão de Taiwan é crítica nas relações EUA-China; confrontos podem ocorrer se não for gerida adequadamente
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, reiterou a oposição de Pequim à venda de armas dos EUA para Taiwan e enfatizou que este é um ponto de política consistente e firme.
Enquanto isso, o presidente de Taiwan, Lai Ching-te, mencionou a importância de continuar adquirindo armas dos EUA para a segurança do país e a paz na região, em um momento crítico de incertezas geopolíticas.
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Jornalista especializado em Internacional

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