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economia
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Relatório fiscal mantém meta e anuncia bloqueio de R$ 22,1 bilhões

Ministérios da Fazenda e Planejamento atualizam previsão de despesas

Carlos Silva22 de maio de 2026 às 21:05
Relatório fiscal mantém meta e anuncia bloqueio de R$ 22,1 bilhões

Na última sexta-feira (22), o Ministério da Fazenda e o Ministério do Planejamento e Orçamento anunciaram que o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias referente ao segundo bimestre de 2026 manteve a meta fiscal. Além disso, foi previsto um bloqueio extra de R$ 22,1 bilhões no Orçamento, elevando o total bloqueado no ano para R$ 23,7 bilhões.

Segundo os ministros Dario Durigan e Bruno Moretti, não será necessário implementar medidas adicionais de contingenciamento. A revisão das projeções levou em conta o aumento nas despesas obrigatórias reguladas pela Lei Complementar nº 200/2023, que estabelece o Regime Fiscal Sustentável.

Estimativas apontam um aumento de R$ 14,1 bilhões nos gastos com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e R$ 11,5 bilhões nas despesas com benefícios previdenciários.

Bruno Moretti também destacou que a margem em relação ao limite inferior da meta fiscal está atualmente em R$ 4,1 bilhões, assegurando que existe receita suficiente para atender à meta. O ajuste nas contas ocorreu por meio de uma reavaliação das despesas obrigatórias e discricionárias, respeitando o teto de gastos.

O detalhamento dos bloqueios, por sua vez, será apresentado no Decreto de Programação Orçamentária e Financeira (DPOF), cuja publicação está prevista para ocorrer até a próxima quinta-feira (29). Após a divulgação, os órgãos governamentais terão cinco dias úteis para informar quais programações sofrerão bloqueios.

Esse relatório é crucial para o setor agropecuário, pois reflete a direção da política fiscal e das finanças públicas, que podem impactar taxas de juros, câmbio e condições de financiamento da economia. Tais fatores afetam diretamente o custo do capital, crédito e estratégias de preço nas cadeias produtivas do agronegócio.

Entretanto, o documento não trouxe informações específicas sobre ministérios ou despesas diretamente ligadas ao agronegócio. A análise das implicações para o setor dependerá do detalhamento dos bloqueios que será divulgado no decreto esperado para o final do mês.

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