Análise revela as disparidades de preços e consumo entre os países.

Um estudo aprofundado na série 'Entre Dois Mundos', do Fantástico, ilustra a notável disparidade entre China e Estados Unidos no que tange à segurança alimentar, com reflexos diretos nos bolsos dos consumidores.
Uma comparação de preços de alimentos básicos revela contrastes significativos: na China, uma dúzia de ovos custa aproximadamente R$ 4,75, enquanto no Brasil, o mesmo item pode ser encontrado por cerca de R$ 12. Nos EUA, o valor alcança até R$ 50.
✨ A diferença se estende a outros alimentos, como arroz, tomate e peixe, refletindo nas despesas gerais dos consumidores.
O modelo adotado pela China se caracteriza pela forte intervenção estatal, que fomenta a produção local. Cidades grandes, como Xangai, beneficiam-se de mercados próximos, onde alimentos frescos são vendidos em feiras com aluguéis subsidiados, mantendo os custos baixos. Além disso, há significativa aplicação em tecnologia agrícola e regulamentos que estabilizam a oferta e a demanda, evitando flutuações de preços.
A logística eficiente, com cadeias de suprimento mais curtas e menos intermediários, também contribui para margens de lucro mais baixas entre atacadistas, comparadas às dos EUA.
Em contrapartida, os Estados Unidos lidam com um panorama desafiador. Muitas pessoas residem em 'desertos alimentares', onde a jornada para acessar alimentos frescos pode ultrapassar meia hora. O resultado é que, frequentemente, seus moradores se vêem obrigados a consumir produtos ultraprocessados, acentuando a preocupação com o custo de vida.
Embora programas como o SNAP ajudem milhões, eles não são suficientes para conter o aumento dos preços de alimentos, ressaltando as dificuldades enfrentadas pela população.
O Brasil se apresenta como um caminho intermediário nesse quadro. Os preços, em diversos alimentos, situam-se entre os praticados na China e nos Estados Unidos. Um dos maiores produtores globais, o Brasil também lida com desafios logísticos e desigualdades, o que influencia o acesso à comida.
Enquanto a China se concentra na produção, o Brasil e os EUA concentram recursos na demanda, por meio de programas de auxílio que visam garantir o acesso à alimentação. O Bolsa Família, por exemplo, ampara cerca de 50 milhões de brasileiros.
Neste cenário global em mudança, a soja brasileira ganha destaque no comércio, especialmente frente à competição entre as economias chinesa e americana.
A série 'Entre Dois Mundos' explorou a segurança alimentar, um tema crítico que entrelaça política, economia e saúde pública nas relações entre diferentes países.
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Jornalista especializado em Economia

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