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Tarifas comerciais entre Brasil e EUA: um ano de tensões

Um ano após a primeira carta de Trump, Brasil busca evitar novas taxas

Gabriel Rodrigues09 de julho de 2026 às 01:00
Tarifas comerciais entre Brasil e EUA: um ano de tensões

No dia 9 de julho de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciando uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros destinados ao mercado americano. Essa ação intensificou as tensões comerciais entre as duas nações, e um ano depois, o Brasil se esforça para impedir a implementação de novas tarifas propostas.

A origem da crise

A disputa começou com a carta de Trump, que apresentou alegações políticas e comerciais como justificativa para a aplicação das tarifas. Entre as razões citadas estavam o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal e críticas à atuação da Corte em relação às plataformas digitais, além de afirmações de que a relação comercial entre os países era injusta para os EUA.

O Brasil tem enfrentado déficits comerciais consecutivos com os EUA desde 2009.

O documento enviado por Trump também anunciou a abertura de uma investigação contra o Brasil por práticas comerciais consideradas desleais. A partir daí, outras tarifas foram implementadas, afetando variados setores da economia brasileira, incluindo produtos industriais e agrícolas.

Fortalecimento do tarifaço

As tarifas recentes são resultado de uma série de ações e decisões tomadas por Trump, que incluem uma revisão das taxas sobre aço e alumínio, aumentando-as para 50% e afetando diretamente as exportações brasileiras. Em junho de 2026, os EUA propuseram tarifas de 25% sobre uma nova gama de produtos brasileiros, enquanto uma investigação destacava a falha do Brasil em combater a importação de produtos associados ao trabalho forçado.

Impacto econômica

As tarifas propostas poderiam aumentar a carga tributária para os produtos brasileiros em até 37,5%, caso todas as medidas fossem implementadas, segundo estimativas do governo.

O governo brasileiro argumenta que as críticas americanas a questões internas, como o funcionamento do PIX e decisões do STF, não devem ser utilizadas como base para a imposição de tarifas comerciais, sinalizando que essas preocupações são de natureza política e não comercial.

Respostas e negociações

Após o primeiro anúncio das tarifas, Lula insistiu que o Brasil não aceitaria ser 'tutelado' e afirmou que qualquer aumento unilateral de tarifas resultaria em retaliações, conforme a Lei da Reciprocidade Econômica.

As tentativas de negociação entre os dois países envolveram diversas reuniões entre os presidentes e membros de suas equipes, com o objetivo de reverter ou atenuar os efeitos das novas tarifas, com Lula expressando otimismo em encontros anteriores.

  • 1Abril de 2025: Trump anuncia tarifas recíprocas de 10% sobre produtos brasileiros.
  • 2Junho de 2025: Aumento das tarifas de aço e alumínio para 50%.
  • 3Julho de 2025: Carta de Trump anuncia tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.
  • 4Outubro de 2025: Reunião de Lula e Trump na Malásia.
  • 5Fevereiro de 2026: Decisão da Suprema Corte americana derruba algumas tarifas.

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