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economia
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União Europeia deve eliminar tarifas sobre importações dos EUA

Acordo pode evitar novas taxas de Trump sobre produtos europeus

João Pereira19 de maio de 2026 às 09:10
União Europeia deve eliminar tarifas sobre importações dos EUA

Negociadores da União Europeia (UE) devem formalizar, nesta terça-feira, a eliminação das tarifas de importação sobre produtos norte-americanos, em alinhamento com o acordo comercial estabelecido com os Estados Unidos no ano passado. Essa medida visa mitigar a possibilidade de novas taxas elevadas a serem impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

Durante o encontro no resort de golfe Turnberry, na Escócia, em julho do ano anterior, a UE comprometeu-se a abolir as tarifas sobre produtos industriais dos EUA, além de conceder acesso privilegiado a produtos agrícolas e marítimos norte-americanos. Em troca, os EUA aplicariam tarifas de 15% na maioria dos produtos da Europa.

Passados quase 10 meses desde o acordo, ainda é necessário um consenso entre o Parlamento Europeu e o Conselho da UE, que representam, respectivamente, os cidadãos e os governos dos estados-membros, para a implementação das novas tarifas. As diferenças se concentram nas salvaguardas, caso Trump decida retroceder nas suas promessas.

Últimas Negociações

Hoje, os negociadores do Parlamento e do Conselho se reúnem para o que se espera ser uma rodada decisiva de discussões. Parlamentares europeus envolvidos nas tratativas estão otimistas quanto à possibilidade de chegar a um acordo ainda hoje ou nas primeiras horas de quarta-feira.

Trump ameaça aumentar tarifas sobre produtos da UE, incluindo carros, se compromissos não forem cumpridos até 4 de julho.

O presidente Trump reiterou sua intenção de elevar tarifas sobre produtos europeus, especialmente veículos, se a UE não cumprir os compromissos acordados até o dia 4 de julho. Anteriormente, ele já ameaçou de aumentar a carga tarifária sobre os carros da UE dos atuais 15% para 25%.

Contexto

As tensões comerciais entre a UE e os EUA foram intensificadas após a proposta de Trump de adquirir a Groenlândia e decisões da Suprema Corte dos EUA que afetaram tarifas globais.

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