Taxa básica deve cair para 13,25% até o final do ano

A XP Financeira revisou suas expectativas para a taxa de juros brasileira, prevendo que a taxa básica deve se estabelecer em 13,25% até o final do ano, uma queda em relação à previsão anterior de 14%. Esta reavaliação é fundamentada na percepção de que a economia está desacelerando e a desinflação está ocorrendo mais rapidamente do que se esperava.
Atualmente, a taxa de juros está fixada em 14% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central implementou um corte de 0,25 pontos percentuais neste mês. A XP prevê que o Copom continuará a reduzir a taxa em 0,25 ponto nas próximas reuniões, programadas para os dias 15 e 16 de setembro, 3 e 4 de novembro e 8 e 9 de dezembro.
✨ O mercado já antecipa um novo corte na reunião do próximo mês, mas muitos esperam uma pausa nas reuniões seguintes.
Desde março, o Copom tem adotado um corte gradual nas taxas, iniciando em 15% e atualmente em 14%. Para 2027, a XP acredita que a taxa deve cair para 11,5%, contrastando com a média de 12% prevista pelo mercado.
Os dados também apontam para a primeira desinflação de 2026, com o IPCA-15, que é uma prévia da inflação, apresentando uma diminuição de 0,40% em agosto. Esse resultado foi abaixo das expectativas do mercado, que previu uma queda de 0,31%.
Os principais grupos que contribuíram para essa redução foram Habitação (-1,41%), Transportes (-1,00%) e Alimentação e Bebidas (-0,57%). A deflação em Habitação foi especialmente significativa, devido à diminuição de 6,25% na energia elétrica, resultado do bônus de Itaipu nas contas de agosto.
O Índice de Atividade Econômica (IBC-BR) mostrou que a economia brasileira cresceu levemente no segundo trimestre, mas revelou uma desaceleração em comparação ao início do ano. Em junho, houve uma redução de 0,6% em relação ao mês anterior, resultando em um crescimento total de apenas 0,2% no trimestre, após um aumento de 1,2% nos três primeiros meses do ano.
Os dados oficiais do PIB para o segundo trimestre serão divulgados pelo IBGE em 1º de setembro.
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Jornalista especializado em economia

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