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economia
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Mercado prevê inflação acima do teto da meta até março de 2027

Expectativas de inflação indicam pressões contínuas no cenário econômico.

Camila Souza Ramos08 de junho de 2026 às 11:40
Mercado prevê inflação acima do teto da meta até março de 2027

Com a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) se aproximando, marcada para o dia 17, as previsões no mercado financeiro apontam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá ultrapassar o limite da meta de inflação por um período de 11 meses consecutivos.

As projeções foram ajustadas com base nas medianas do Sistema Expectativas de Mercado, que é a base do relatório Focus do Banco Central. Essas expectativas indicam uma inflação acumulada de 4,62% nos 12 meses até maio deste ano, e aponta que os índices permanecerão superiores a 4,50% de maio de 2026 até março de 2027.

Os índices projetados para os meses seguintes mostram uma elevação contínua, alcançando 5,24% em janeiro de 2027, antes de uma leve queda para 4,57% em março.

De acordo com as regras atuais de meta contínua, o Banco Central pode novamente descumprir a meta se o IPCA permanecer acima do teto por seis meses seguidos, o que pode ocorrer a partir de outubro.

A deterioração das expectativas de inflação é influenciada pela aceleração dos preços, um crescimento inesperado do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2026, a valorização do dólar e a continuidade dos conflitos no Irã.

Apesar dessas pressões inflacionárias, as medianas dos 30 dias e de cinco dias úteis do Focus sugerem que ainda há espaço para um corte de 0,25 ponto porcentual na taxa Selic, que poderia cair de 14,50% para 14,25% na próxima reunião. Nesse cenário, a taxa básica encerraria 2026 em 13,50%.

Impactos no Agronegócio

A inflação acima da meta, o fortalecimento do dólar e os juros elevados mantém o mercado atenta aos custos financeiros e ao consumo interno de alimentos, com efeitos diretos sobre a formação de margens e a precificação de insumos.

Na última decisão, realizada no dia 29, o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, ajustando a taxa de 14,75% para 14,50%. A instituição afirmou que futuras decisões de calibração dos juros dependerão de novas informações sobre os conflitos internacionais e seus impactos nos preços.

Dado o atual contexto, o cenário econômico dependerá da próxima reunião do Copom e da evolução da inflação nos meses seguintes.

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