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Educação
2 min de leitura

Analfabetismo no Brasil atinge menor taxa histórica em 2025

Queda histórica revela avanços, mas ainda há desafios a enfrentar

Camila Souza Ramos19 de junho de 2026 às 11:45
Analfabetismo no Brasil atinge menor taxa histórica em 2025

O Brasil atingiu uma nova marca histórica no que diz respeito ao analfabetismo, apresentando uma taxa de apenas 4,9% em 2025, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa redução é um reflexo positivo das políticas públicas de educação, embora ainda existam 8,4 milhões de brasileiros sem habilidades básicas de leitura e escrita.

Desempenho em comparação com 2024

Em comparação com 2024, houve uma diminuição de 592 mil pessoas analfabetas, já que o índice no ano anterior era de 5,3%. Desde o início da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) em 2016, essa é a primeira vez que a taxa de analfabetismo está abaixo de cinco pontos percentuais.

Disparidades regionais

A análise dos dados revela que mais da metade das pessoas analfabetas reside na região Nordeste, totalizando 4,8 milhões, ou 10,6% da população local. Outras regiões, como o Norte, apresentam 5,7%, enquanto Centro-Oeste, Sul e Sudeste têm taxas de 3,3%, 2,4% e 2,3%, respectivamente.

Idade e desigualdade

A faixa etária mais afetada é a de idosos, com 4,9 milhões de analfabetos, representando 58% do total de analfabetos no Brasil. Isso corresponde a 13,8% da população idosa. Já entre jovens de 15 a 59 anos, a taxa de analfabetismo é significativamente menor, de 2,6%.

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A diferença entre esses grupos da população reforça a importância de políticas de manutenção de crianças e jovens na escola, bem como aquelas específicas para alfabetização de adultos e idosos. Também indica que as novas gerações tiveram maior acesso à escolarização e foram alfabetizadas ainda na infância.

William Kratochwill, analista do IBGE

Diferenças étnicas no analfabetismo

O levantamento também aponta que existem diferenças significativas nas taxas de analfabetismo entre grupos étnicos. Entre a população branca, apenas 2,8% são analfabetos, enquanto este índice sobe para 6,5% entre os indivíduos pretos ou pardos, considerando todas as faixas etárias.

A nova taxa de 4,9% representa um marco importante na luta contra o analfabetismo no Brasil, mas o desafio ainda persiste.

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