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Educação
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Ceará tem 605 mil jovens fora do mercado de trabalho e escola

Dados do IBGE revelam desafios enfrentados pela juventude cearense.

Mariana Souza25 de junho de 2026 às 10:15
Ceará tem 605 mil jovens fora do mercado de trabalho e escola

Cerca de 605 mil jovens no Ceará estão classificados como 'nem-nem', ou seja, não trabalham nem estudam, segundo dados do IBGE. Essa situação ilustra a complexidade dos desafios que os jovens enfrentam para ingressar no mercado de trabalho e acessar oportunidades educacionais.

Rotatividade entre jovens trabalhadores

Os jovens no Brasil têm uma taxa de rotatividade significativamente maior em comparação a outras faixas etárias. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), 52% dos adolescentes ocupados entre 14 e 17 anos permanecem em suas vagas por menos de um ano. Isso aponta não apenas para dificuldades em conseguir uma primeira experiência, mas também para a necessidade de garantir uma trajetória profissional mais estável.

Mais da metade dos jovens em empregos formais saem em menos de um ano.

Além dos 'nem-nem', que representam uma parcela considerável da juventude, o estudo mostra ainda que muitos jovens têm dificuldades no acesso às conduções necessárias para sua formação profissional. O levantamento identifica que fatores como a falta de experiência, a concentração em empregos vulneráveis e a predominância de contratos temporários afetam a estabilidade financeira desses indivíduos.

Mudanças nas expectativas de carreira

Essas mudanças no mercado de trabalho refletem uma transformação no entendimento do que significa ter uma carreira. Ao contrário das gerações anteriores que buscavam a estabilidade, os jovens de hoje priorizam a aprendizagem, a flexibilidade e o propósito. Consequentemente, muitos preferem mudar de emprego com frequência, prática conhecida como 'job hopping'.

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“Estabilidade nunca foi meu objetivo. Meu foco é estar em lugares onde eu aprenda e me desenvolva.”

Raphaella Abrahão, jovem profissional.

Em contraste, Aurélio Santana, um economista aposentado da geração baby boomer, enfatiza a importância da segurança financeira e de um legado familiar ao longo da vida profissional. No Brasil, a média de permanência de jovens entre 18 e 24 anos em um emprego é de apenas 12 meses, com uma rotatividade que alcançou 96,2% em 2024.

Especialistas alertam que a instabilidade pode ser um indicativo de uma busca por crescimento rápido e alinhamento de valores.

A realidade atual exige que as empresas repensem suas estratégias de atração e retenção de talentos, já que as trajetórias profissionais estão se tornando mais rápidas e menos lineares, refletindo uma nova era de comportamento entre as gerações jovens.

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