Angola busca parcerias com Brasil para biocombustíveis
ANPG visita Embrapa Agroenergia em Brasília para conhecer tecnologias avançadas

Representantes da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis de Angola (ANPG) estiveram em Brasília na última terça-feira (12) para realizar uma visita à Embrapa Agroenergia, com o objetivo de conhecer o modelo brasileiro de pesquisa e desenvolvimento no campo dos biocombustíveis.
Essa visita é parte do esforço de Angola para estruturar a produção de Combustíveis Avançados de Aviação (SAF) e avançar na regulamentação técnica do setor. Durante o encontro, representantes da ANPG e pesquisadores da Embrapa discutiram o panorama dos biocombustíveis no Brasil e as linhas de pesquisa que estão em andamento.
✨ Arthur Custódio, administrador executivo da ANPG, destacou os biocombustíveis como alternativa para a descarbonização e diversificação econômica em Angola.
Durante a reunião, foi ressaltado que a matriz energética angolana já conta com uma proporção significativa de energia hídrica, além de fontes solares e eólicas. Os biocombustíveis poderiam ser um importante adendo para expandir a oferta energética, especialmente em um contexto comercial.
Os pesquisadores da Embrapa Agroenergia, entre eles Bruno Laviola, Itânia Soares e Guilherme Meireles, compartilharam informações sobre os avanços nas rotas tecnológicas para SAF e aspectos regulatórios necessários para o desenvolvimento desse mercado emergente.
Contexto
A Embrapa Agroenergia é uma referência na pesquisa de biocombustíveis no Brasil, promovendo inovações e suporte ao desenvolvimento de políticas públicas no setor.
Itânia Soares enfatizou que a unidade trabalha para diversificar as fontes de matéria-prima utilizadas na produção de biocombustíveis e também para oferecer suporte técnico às políticas públicas relacionadas.
A visita ainda contou com uma passagem pelos laboratórios e pela planta-piloto da Embrapa Agroenergia. Do lado da ANPG, também estiveram presentes Vita Mateso e Alfredo Narciso, enquanto a Embrapa foi representada por Juliana Evangelista, Carolina Pereira, Felipe Carvalho e Rossano Gambeta.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre metas de produção ou prazos para a implementação de projetos em Angola. A missão visou um intercâmbio técnico e institucional, com a expectativa de que as duas instituições mantenham um diálogo contínuo para futuras parcerias na pesquisa, produção e regulamentação dos SAF.
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