ANP divulga dados do setor de petróleo e gás de 2025
Relatório reúne informações detalhadas sobre a evolução do setor regulado

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou, nesta terça-feira (30), informações abrangentes sobre a evolução do setor regulado no Brasil durante 2025. Os dados estão compendiados no Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2026, que traz gráficos, tabelas e textos divididos em cinco seções principais.
Destaques da Publicação
Entre os pontos importantes observados, destacam-se dois ciclos da Oferta Permanente de Blocos e Áreas para Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural. O 5º Ciclo de Concessões conseguiu uma arrecadação significativa de R$ 989,3 milhões em bônus de assinatura, enquanto o 3º Ciclo de Partilha da Produção atingiu R$ 103,7 milhões.
✨ A produção nacional de petróleo subiu 12%, chegando a 3,8 milhões de barris/dia, com o pré-sal responsável por 80% dessa produção.
Informações Adicionais
Os dados internacionais que farão parte do primeiro capítulo do anuário serão publicados em 31 de julho.
A produção de petróleo, que alcançou 3,8 milhões de barris por dia, foi especialmente impulsionada pelo pré-sal, que representou cerca de 3 milhões de barris diários. Em termos de exportações, o Brasil exportou 1,7 milhão de barris/dia, mas as reservas totais de petróleo diminuíram 1%, totalizando 28,9 bilhões de barris.
No setor de gás natural, a produção cresceu 16,7%, alcançando 179,2 milhões de metros cúbicos/dia, mantendo uma trajetória de alta de 16 anos. As reservas totais de gás subiram 1,5%, atingindo 751,6 bilhões de m³.
Já no segmento de biocombustíveis, a produção de biodiesel teve um crescimento de 8,7%. Contrapõe-se a isso a redução de 2,8% na produção de etanol, que totalizou 35,9 bilhões de litros neste ano.
Em relação ao abastecimento, a produção de derivados teve um leve recuo de 1,4%, alcançando 2,2 milhões de barris/dia, o que equivale a 86,4% da capacidade de refino instalada. As vendas de derivados aumentaram 3,1%, destacando-se o crescimento de 6,1% no querosene de aviação.
Por fim, os investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) somaram R$ 4,3 bilhões, marcando uma alta de 2,7%. As participações do governo atingiram R$ 100,4 bilhões, refletindo um crescimento de 1,4% sobre o ano anterior.
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