Iniciativa busca parcerias para exploração sustentável de urânio no Brasil.

O consórcio VGLHH foi selecionado pelo BNDES para criar modelos de negócios do Programa Pró-Urânio, uma iniciativa que visa a exploração sustentável de urânio no Brasil. A homologação ocorreu na última sexta-feira (28), e o consórcio tem prazo até o segundo trimestre de 2027 para apresentar suas propostas.
Liderado pela Vallya Advisors, o consórcio conta com a participação de diversas empresas, incluindo GE21 Consultoria Mineral, Lefosse Advogados, Harpia Consultoria Ambiental e Harpia Group AG. Este esforço é parte de uma estratégia mais ampla para estabelecer parcerias com o setor privado na exploração de recursos nucleares.
✨ A pesquisa e extração de minérios nucleares é um monopólio exclusivo da União.
De acordo com Tomás Albuquerque, presidente da INB, o foco é criar um equilíbrio entre o risco para os investidores e as responsabilidades da estatal. Ele enfatizou a importância de que os investimentos em pesquisa mineral sejam protegidos para garantir o avanço caso novas jazidas economicamente viáveis sejam descobertas.
A licitação contou com cinco consórcios, avaliados por capacidade técnica e proposta financeira. Os estudos abordarão temas como geologia, aspectos legais, modelagem econômico-financeira e impacto socioambiental, com um contrato de três anos que deve começar em breve.
Lançado em 2024, o Pró-Urânio visa aumentar a produção nacional de urânio e garantir combustíveis para as usinas nucleares de Angra 1 e Angra 2, ao mesmo tempo em que busca reduzir a dependência externa e possibilitar exportações.
As áreas de exploração propostas incluem cinco províncias minerais, abrangendo locais como Amorinópolis (GO), Espinharas (PB), Figueiras (PR), Rio Preto (GO e TO), e Lagoa Real, em Caetité (BA).
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Jornalista especializado em energia

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