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Petrobras propõe transição energética com foco em custos e segurança

Diretora da empresa destaca a importância de considerar a viabilidade econômica

Mariana Souza03 de junho de 2026 às 08:45
Petrobras propõe transição energética com foco em custos e segurança

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou durante o XIV Fórum de Lisboa que a companhia apoia uma transição energética justa, enfatizando a necessidade de adição energética que leve em conta os custos de implementação e a segurança energética do Brasil.

Chambriard fez ainda uma conexão entre a discussão da transição e as flutuações do mercado de petróleo, além de mencionar os impactos de conflitos internacionais nos preços da commodity.

A Petrobras estima que serão necessários R$ 1,2 bilhão nos próximos 25 anos para a transição energética planejada, sem a confirmação da viabilidade econômica do processo.

A executiva apontou que esse custo deve ser ponderado em relação a outros investimentos essenciais, como saúde e educação, que somam aproximadamente R$ 2 bilhões. Ela ressaltou a relevância do petróleo na pauta exportadora do Brasil, assim como a importância de garantir a segurança no abastecimento.

Chambriard observou que o cenário global mudou o andamento dessa discussão, com uma maior pressão pela transição antes da guerra no Irã, enquanto atualmente, novas tecnologias podem ser exploradas, embora isso ainda demande tempo para implementação.

Além disso, a presidente da Petrobras comentou que se o conflito internacional terminasse hoje, o preço do barril de petróleo poderia retornar ao mínimo de US$ 60 em até quatro anos. Essa informação é vital para o setor agropecuário, onde a formação de preços de diesel e insumos energéticos impacta diretamente os custos das atividades agrícolas.

Contudo, a trajetória específica dos preços do petróleo, das taxas de câmbio e das políticas de preços ainda precisaria ser analisada mais a fundo, uma vez que esses fatores não foram abordados na sua apresentação.

O discurso de Chambriard reiterou que o debate em torno da transição energética permanece vinculado ao custo de capital, à segurança de oferta e à dinâmica do mercado internacional de petróleo, sem perspectivas imediatas de mudanças para os atores econômicos sem mais esclarecimentos.

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