Petrobras descarta mudanças drásticas nos preços dos combustíveis
Medidas visam garantir segurança energética diante da crise no Oriente Médio

A Petrobras afirmou que não irá realizar mudanças abruptas nos preços dos combustíveis no Brasil, mesmo diante do aumento global do petróleo por conta da guerra no Oriente Médio. A presidente da empresa, Magda Chambriard, destacou que a empresa está focada em aumentar a produção interna para assegurar a segurança energética do país.
"Estamos trabalhando para elevar a produção de derivados em nosso mercado, especialmente em tempos de conflito, como os do Irã", afirmou Chambriard durante uma coletiva no Rio de Janeiro. Ela também reiterou que aumentos repentinamente desproporcionais não estão nos planos da estatal.
✨ A guerra impactou fortemente o mercado de petróleo, com o barril do Brent atingindo picos de preço superiores a US$ 120.
Os conflitos entre EUA e Israel e suas consequências na região, produtora de uma significativa parte do petróleo mundial, resultaram em bloqueios importantes, influenciando diretamente os custos. A Petrobras já implementou ajustes nos preços do óleo diesel e do querosene de aviação, mas a gasolina permanece sem alteração.
Sobre um possível aumento do preço da gasolina, Chambriard explicou que estão sendo considerados fatores de mercado, como a concorrência com o etanol, que registrou queda nos preços recentemente. A produção de gasolina atende à demanda nacional, mesmo com importações e exportações em curso.
Contexto sobre PLP 67/2026
O Projeto de Lei Complementar que tem tramitado no Senado propõe a isenção de tributos sobre combustíveis para controlar preços e facilitar a situação, mas não interfere diretamente nas decisões de reajuste da Petrobras.
A diretora de Logística, Angélica Laureano, reforçou que a análise sobre eventuais aumentos de preços não depende da aprovação do PLP. Além disso, ela garantiu que o atual preço dos combustíveis está equilibrado.
No primeiro trimestre de 2026, a Petrobras reportou um lucro de R$ 32,7 bilhões, demonstrando um crescimento significativo em relação ao trimestre anterior, mas uma leve queda em comparação ao mesmo período de 2025. Essa variação foi atribuída principalmente ao câmbio.
A empresa também anunciou que seus investimentos totalizaram R$ 26,8 bilhões, um aumento de 25,6% em relação ao ano passado. A dívida da companhia, embora tenha crescido, permanece dentro dos limites do plano de negócios para 2026-2030.
O custo do barril de petróleo Brent, utilizado como referência internacional, foi de US$ 80,61. Apesar dos preços elevados e da produção recorde, não houve um impacto proporcional nas receitas do primeiro trimestre, que deverá ser refletido nas exportações futuras.
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