São Paulo migra 1,2 mil unidades ao mercado livre de energia
Ação busca reduzir custos e aumentar previsibilidade orçamentária

O governo paulista iniciou a transição de 1.200 unidades consumidoras da administração pública para o mercado livre de energia, destinando-se especialmente a hospitais, delegacias e prédios administrativos.
Com essa medida, essas unidades poderão contratar eletricidade diretamente de fornecedores, utilizando o ACL (Ambiente de Contratação Livre), o que oferece maior flexibilidade na escolha das fornecedoras.
✨ Contratos previstos têm duração de 60 meses e preços fixos ajustados pelo IPCA.
O governo planeja uma migração gradual, com finalização em até ano e meio após a assinatura dos contratos, que poderão incluir a compra de energia 100% renovável, com certificação de origem.
A licitação será dividida em quatro lotes, cada um contendo cerca de 300 unidades, para evitar a concentração de oferta entre os fornecedores.
Contexto
A demanda média dessas unidades é estimada em 42 megawatts em 2025, com expectativa de aumento ao longo do período contratual.
De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), se permanecessem no mercado regulado, os custos com energia poderiam alcançar R$ 830 milhões durante o período analisado.
A proposta foi discutida em audiência pública promovida pela Semil, evidenciando a intenção do governo de reduzir custos e garantir uma gestão orçamentária mais previsível.
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