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Redata: programa do governo impulsiona investimentos em data centers

Fábio Yanaguita, da Scala Data Centers, vê oportunidades, mas critica critérios restritivos

Mariana Souza25 de maio de 2026 às 20:20
Redata: programa do governo impulsiona investimentos em data centers

O Redata, programa implementado pelo governo federal, é visto como uma estratégia promissora para atrair investimentos em data centers no Brasil, segundo Fábio Yanaguita, diretor de energia da Scala Data Centers. Ele salienta, entretanto, que requisitos de adicionalidade energética podem desencorajar investidores no setor.

A Importância da Infraestrutura Digital

Em entrevista ao programa Alta Voltagem da CNN Infra, Yanaguita afirmou que a iniciativa representa uma tentativa do governo de reconhecer a relevância da infraestrutura digital no país. "O Redata é um sinal claro de que o Brasil está se preparando para receber grandes projetos de processamento de dados e assegurar a segurança tanto para investidores quanto para consumidores", declarou.

Yanaguita critica o critério de adicionalidade, que pode afastar investimentos.

O executivo também destacou que o programa pode facilitar a criação de um ambiente institucional mais organizado para o crescimento da infraestrutura digital, estabelecendo expectativas claras para empresas que queiram investir. No entanto, partes do mercado expressaram preocupações sobre a MP 1.307/25, que permite que empresas em Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) utilizem apenas energia renovável de novas usinas.

Com isso, surge a exigência de adicionalidade, que demanda novos empreendimentos associados a data centers a oferecerem energia limpa adicional para seu consumo. Para Yanaguita, esse critério é inadequado, especialmente considerando a atual sobreoferta estrutural de energia no Brasil, que leva a cortes indesejados impostos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

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A imposição de novos requisitos pode afastar data centers do Brasil

Fábio Yanaguita

Yanaguita acrescentou que ao exigir a construção de mais geração de energia para atender a demanda dos data centers, o problema do 'curtailment' pode ser agravado, o que aumentaria os custos para a infraestrutura necessária. Apesar das dificuldades regulatórias, ele acredita que o setor não precisa de subsídios elétricos, mas sim de uma política nacional voltada para esse crescimento.

O Redata pode acelerar a expansão do setor, mas os investimentos devem ocorrer independentemente de sua aprovação.

Embora evite prever a data final para a aprovação do programa, Yanaguita tem confiança de que os investimentos fluirão, independentemente da tramitação do Redata, que ele considera um importante catalisador para a expansão do setor de data centers no Brasil.

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