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Japão empata com Suécia e se prepara para enfrentar o Brasil

Adversário da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 traz lições econômicas.

Tiago Abech29 de junho de 2026 às 01:10
Japão empata com Suécia e se prepara para enfrentar o Brasil

A Seleção Brasileira vai encarar o Japão nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 após os japoneses empatarem com a Suécia, despontando como um adversário que vai além das quatro linhas.

O Japão, quarto maior economy do mundo, é reconhecido por sua inovação e tecnologia avançada, mas enfrenta problemas de crescimento modesto e desafios demográficos, o que torna seu cenário econômico complexo.

A economia japonesa é um caso de estudo, unindo inovação tecnológica e dificuldades de crescimento a longo prazo.

Desafios econômicos do Japão

Jacob Funk Kirkegaard, do Peterson Institute for International Economics, explica que a situação do Japão começou a se deteriorar após a crise do setor imobiliário e de ações na década de 80, resultando em um crescimento estagnado e inflação extremamente baixa, conhecida como deflação.

Embora a inflação tenha começado a subir e a taxa de juros básico se mantenha a 1%, os problemas demográficos continuam a afetar o mercado de trabalho e as finanças públicas.

Contexto Econômico

Cerca de 30% da população do Japão terá mais de 65 anos em 2026, com uma taxa de fertilidade em torno de 1,2 filho por mulher, resultando em pressões sobre o crescimento econômico e o sistema de aposentadorias.

Como parte de suas adaptações, muitas empresas japonesas ampliaram os investimentos internacionais em resposta a um mercado interno envelhecido e encolhido.

A combinação de uma baixa taxa de desemprego de 2,5% e um PIB per capita de aproximadamente US$ 35,7 mil complica ainda mais o cenário.

O papel da indústria e dos serviços

O setor de serviços representa cerca de 70% da economia japonesa, enfrentando dificuldades para contratações, enquanto a produtividade na indústria se destacou por inovações recentes.

"

"O crescimento da produtividade no Japão se apresenta como um quebra-cabeça, refletindo disparidades entre setores produtivos"

Kyoji Fukao, da Universidade Hitotsubashi.

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