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Esportes
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Mudanças no Sistema de Classificação Olímpica Ameaçam o Futuro do Surf Brasileiro

Presidente da WSL na América Latina analisa como novas regras impactam as chances dos atletas

Giovani Ferreira28 de março de 2026 às 11:20
Mudanças no Sistema de Classificação Olímpica Ameaçam o Futuro do Surf Brasileiro

O novo criterioso de qualificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 poderá diminuir as chances de muitos surfistas de elite do Brasil garantirem seu lugar na competição. Ivan Martinho, que lidera a World Surf League (WSL) na América Latina, expressou essa preocupação em uma recente entrevista.

Mudanças nos Critérios de Classificação

A International Surfing Association (ISA) estabeleceu que apenas dez atletas, sendo cinco homens e cinco mulheres, serão selecionados diretamente com base no ranking do Championship Tour (CT). Essa abordagem limita a um surfista por país, em contraste com o ciclo anterior, que permitia até dois representantes por nação em cada gênero, totalizando 18 vagas diretas.

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A mudança pode resultar em que bons atletas fiquem de fora, pois o mais bem classificado será o único com garantia de participação. Isso pode impactar na presença de atletas brasileiros entre os melhores do mundo, que precisam buscar alternativas para garantir seus lugares em outras competições da ISA.

A nova regra pode afetar o nível técnico da competição, já que surfistas menos conhecidos poderão se classificar em detrimento dos melhores.

Contexto

O sistema atual da WSL exige que os surfistas mostrem consistência e habilidade ao longo de uma extensa temporada, ao passo que a ISA utiliza um formato de torneios curtos e muito rápidos para definir as qualificações.

Martinho destaca que a WSL sempre buscará apoiar formas que garantam que os melhores surfistas tenham uma chance real de se qualificar para os Jogos.

Ao mesmo tempo, a liga reconhece que a nova estrutura oferece a chance de diversidade nas nacionalidades dos atletas presentes, essencial para o movimento olímpico. O importante, segundo ele, é a presença do surfe nas Olimpíadas e o apoio contínuo aos atletas.

Além disso, a WSL busca manter um diálogo constante com a ISA para otimizar o calendário, evitando sobrecarregar os competidores em suas jornadas de qualificação que incluem torneios fora do circuito convencional.

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Criar um calendário que não sobrecarregue os atletas é fundamental. Temos que garantir que todos competidores tenham desempenho no auge de suas capacidades e condições ideais.

  • 1Ivan Martinho critica as novas regras.
  • 2Vagas limitadas afetam potências do surf como o Brasil.
  • 3Surfistas expressam preocupação com a justiça do novo sistema.

Yago Dora, campeão da WSL, e Leonardo Fioravanti, atleta olímpico, manifestaram suas preocupações sobre a nova sistemática de classificação, pedindo maior justiça e reconhecimento da consistência dos surfistas.

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Giovani Ferreira

Jornalista especializado em Esportes

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