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Neymar é convocado, mas gera debate sobre sua relevância na Seleção

Convocação do atacante polariza opiniões entre torcedores e especialistas.

Fernanda Lima19 de maio de 2026 às 04:15
Neymar é convocado, mas gera debate sobre sua relevância na Seleção

A convocação de Neymar Jr. para a Copa do Mundo, anunciada nesta segunda-feira, reacendeu debates acalorados nas redes sociais, ao levantar questões sobre sua real contribuição à Seleção Brasileira.

Dividindo opiniões, muitos torcedores argumentam que o craque não pode ser deixado de fora, afim de discutir seu desempenho nos últimos anos, manchado por contusões e polêmicas off-field.

Neymar não representa mais a mesma potência dentro de campo, o que leva a dúvidas sobre sua eficácia na Seleção.

Desde outubro de 2023, Neymar não veste a camisa da Seleção, após sofrer lesionados graves, impedindo-o de apresenta-se regularmente. As lesões, somadas à sua presença proeminente nas mídias sociais e polêmicas pessoais, têm contribuído para uma percepção negativa de sua forma atual.

O dilema sobre a contratação de profissionais excepcionais, mas difíceis, como Neymar, também é um reflexo das mudanças no mercado corporativo. Nos dias atuais, a habilidade individual não tem mais o mesmo peso se não estiver acompanhada de um bom comportamento em equipe.

O que pensam os especialistas sobre o 'Neymar corporativo'?

De acordo com Rodrigo Vianna, CEO da Mappit, o foco agora está em como as pessoas interagem dentro dos grupos e não apenas em resultados isolados. "Um destaque técnico pode ser um ativo, mas seu comportamento e colaboração tornam-se igualmente críticos".

"

Nenhum talento individual deveria comprometer a saúde de uma equipe

Rodrigo Vianna.

Contexto do Mercado

A evolução no ambiente corporativo reflete um interesse crescente em saúde mental, colaboração e retenção de talentos.

Além disso, Paulo Saliby, consultor de remuneração, observa que a contratação de 'Neymars' deve ser considerada minuciosamente, questionando se a pessoa ainda possui as condições para atingir altos níveis de desempenho.

Os riscos das marcas pessoais

Com o aumento das atividades paralelas de executivos, a linha entre marca pessoal e trabalho principal pode se tornar tênue. Este fenômeno, que é cada vez mais comum, também traz riscos à reputação organizacional.

Paulo Saliby alerta que quando a marca pessoal de um funcionário começa a competir com suas entregas primárias, a situação pode levar a problemas de foco e conflito de prioridades.

As empresas precisam garantir que a imagem externa de seus profissionais não afete seu desempenho interno.

À medida que o conceito de 'brilhante' evolui, o mercado corporativo também exige habilidades interpessoais e consistência, além de talentos que gerem bons resultados. As mentalidades estão mudando, e agora se busca profissionais que equilibrem desempenho com um comportamento colaborativo e respeitoso.

Em resumo, embora talentos excepcionais como Neymar continuem a ser requisitados, a maneira como são percebidos e contratados agora requer uma avaliação mais abrangente do comportamento e da capacidade de colaboração.

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