Governo federal prepara leilão para novembro com cinco empresas interessadas.

O governo federal definiu para novembro o leilão do novo contrato da BR-163, vital para o escoamento da produção agrícola entre Mato Grosso e Pará, que incluirá R$ 10,6 bilhões em novos investimentos e a duplicação de 246 km da estrada.
A expectativa de competição entre as empresas é moderada, com cinco potenciais interessadas no projeto, conforme Viviane Esse, secretária nacional de transporte rodoviário do Ministério dos Transportes. No entanto, acredita-se que apenas três devem participar ativamente do leilão devido à especificidade do contrato.
✨ O atual concessionário, Conasa, enfrenta um cenário incerto, tendo que regularizar pendências de R$ 438 milhões em obras antes de participar do leilão.
A Conasa, concessionária vigente, deverá cumprir algumas condições, especialmente relacionadas ao cumprimento de obrigações contratuais. A empresa afirma que já superou várias das exigências, e apenas a obra de acesso ao porto de Miritituba permanece pendente. Apesar de alguns imprevistos com o clima, eles esperam conclusão até o final de setembro.
Em suas operações anteriores, tanto a Conasa quanto a Via Brasil, a atual operadora da BR-163, apresentaram resultados financeiros negativos, com prejuízos acumulados que exigem atenção e reestruturação para o sucesso da nova concessão.
A BR-163 é uma importante rota para o transporte de grãos, e a necessidade de sua duplicação vem em resposta ao aumento da demanda devido ao crescimento da produção agrícola no Centro-Oeste.
O contrato em questão, com duração de dez anos, foi firmado em 2021 e é marcado por investimentos limitados. A desatualização ou cancelamento do projeto Ferrogrão, que competiria pela carga na rodovia, deixou a BR-163 ainda mais crucial para o escoamento.
"As características geográficas e os desafios de infraestrutura tornam este projeto complexo e menos atrativo para investidores, comparado a outros contratos de estradas no Brasil
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