Acordo EUA-Irã: Cessar-fogo e alívio econômico à vista
Memorando de entendimento define novas relações entre os países.

O acordo entre Irã e Estados Unidos prevê um cessar-fogo e a reabertura do Estreito de Ormuz, conforme um memorando de entendimento obtido pela CNN. O documento, embora ainda não oficializado, sugere um alívio financeiro para o Irã e uma reafirmação de que o país não produzirá armas nucleares.
Através de um diplomata que participou do G7 na França, a CNN teve a confirmação do conteúdo de um memorando de 14 pontos relacionado a esse acordo. A versão preliminar foi apresentada por uma fonte americana, mas a redação final ainda está em discussão e deverá ser assinada na sexta-feira, na Suíça.
✨ Se concretizado, o acordo permitirá ao Irã vender petróleo e terá acesso a até US$ 300 bilhões em fundos, condicionados ao cumprimento de compromissos relacionados ao programa nuclear.
Entre os pontos destacados no memorando estão o compromisso de os EUA em suspender o bloqueio naval e permitir que o tráfego marítimo com o Irã retome ao normal dentro de 30 dias após a assinatura. Além disso, as duas nações se comprometem a respeitar a soberania mútua e a não interferir nas questões internas uma da outra.
Detalhes do Acordo
- 1Cessar-fogo definitivo na guerra atual.
- 2Suspensão do bloqueio naval dos EUA.
- 3Reabertura do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
- 4Acesso do Irã a um fundo de US$ 300 bilhões.
- 5Compromisso do Irã de não produzir armas nucleares.
As autoridades americanas alertaram, porém, que a minuta não reflete compromissos cruciais que possam surgir das negociações informais, especialmente sobre o futuro do programa nuclear do Irã. A Casa Branca não comentou sobre a minuta específica divulgada.
Enquanto isso, a agência de notícias iraniana Tasnim qualificou as informações vazadas como imprecisas. O acordo final deverá ser seguido de um período de dois meses para negociações subsquentes que detalharão os termos finais.
Contexto
Os 14 pontos do memorando refletem uma tentativa de normalizar as relações entre dois dos maiores rivais do Oriente Médio, o que pode alterar significativamente a dinâmica geopolítica da região.
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