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Internacional
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Ataques em Líbano após cessar-fogo entre EUA e Irã matam 300

Conflito causa grande número de mortes e feridos em menos de uma semana.

Gabriel Rodrigues10 de abril de 2026 às 18:20
Ataques em Líbano após cessar-fogo entre EUA e Irã matam 300

O Líbano enfrenta um cenário devastador logo nos primeiros dias do cessar-fogo mediado entre Estados Unidos e Irã, com mais de 300 pessoas perdendo a vida em bombardeios israelenses, incluindo 30 crianças, de acordo com fontes oficiais libanesas.

As autoridades do Irã denunciariam a violação do acordo de trégua, reforçando que ele abrange o território libanês. Apesar disso, tanto Israel quanto os Estados Unidos contestam essa interpretação e afirmam que o Líbano não está incluído nas condições do cessar-fogo.

Casualidades Sérias em Nabatieh

O presidente libanês, Josef Aoun, informou que pelo menos 13 membros das forças de segurança foram mortos em Nabatieh durante o que foi descrito como 'o maior ataque israelense desde o início do conflito'.

O dia mais mortal desde setembro de 2024.

Na quarta-feira (8), o dia em que a trégua foi anunciada, Israel realizou um intenso bombardeio, resultando no maior número de mortes registrado em um único dia, conforme as declarações das autoridades locais. As estimativas indicam que esses números poderão aumentar ainda mais, de acordo com o Ministério da Saúde do Líbano.

Agravamento da Situação Humanitária

O Comitê Internacional de Resgate comunicou que, devido ao elevado número de feridos, seus suprimentos médicos, programados para apoiar as vítimas por até três semanas, foram utilizados em apenas um dia.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca uma crise iminente, com estoques de emergência que podem se esgotar em breve, caso os bombardeios continuem. As Forças de Defesa de Israel admitiram que atacaram áreas civis, mas justificaram a ação alegando a eliminação de pelo menos 180 'terroristas do Hezbollah' e o compromisso de minimizar danos.

Mesmo com a suposta orientação do presidente dos EUA, Donald Trump, pedindo moderação ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, os ataques contra o Líbano persistem nesta sexta-feira.

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