Atrasos e denúncias pressionam chefe eleitoral do Peru
Resultados definitivos podem levar até 14 dias e geram incertezas

A crescente pressão sobre Piero Corvetto, chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais do Peru, é resultado de atrasos e alegações de irregularidades na apuração das eleições, que deixaram a confiança dos investidores em xeque. Chamados para sua renúncia se intensificaram nesta sexta-feira (17) diante da insatisfação generalizada.
Os dados mais recentes indicam que, com 93,3% dos votos apurados, Keiko Fujimori lidera a corrida com 17%. A disputa pelo segundo lugar segue acirrada entre Roberto Sanchez e Rafael Lopez Aliaga, separados por apenas 13.000 votos.
✨ A contagem final dos votos pode levar até duas semanas.
O processo eleitoral já havia sido afetado por atrasos na contagem, resultando em cerca de 5% das cédulas necessitando de verificação devido a incoerências nos registros. Essas cédulas passarão por uma revisão por um júri eleitoral especial antes de serem incluídas na contagem oficial.
A crise de confiança é acompanhada por pedidos de parlamentares e líderes empresariais por uma nova liderança na supervisão do próximo turno. Jorge Zapata, da Confiep, criticou os erros logísticos, destacando suas consequências sérias.
Após reconhecer os atrasos, Corvetto negou as acusações de irregularidades, apesar das alegações de fraude por parte de Lopez Aliaga e do recebimento de uma queixa criminal contra ele por violações eleitorais. Enquanto isso, uma investigação policial está em andamento, tentando esclarecer a descoberta de materiais eleitorais em via pública.
"Observadores da União Europeia não encontraram evidências de fraude durante o processo eleitoral.
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