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Internacional
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Cessação de Hostilidades Faz Moradores do Sul do Líbano Retornarem

Após cessar-fogo, população enfrenta estragos deixados pela guerra.

Giovani Ferreira17 de abril de 2026 às 08:35
Cessação de Hostilidades Faz Moradores do Sul do Líbano Retornarem

Moradores do sul do Líbano e subúrbios de Beirute iniciaram o retorno para suas residências devastadas pela guerra entre Israel e Hezbollah nesta sexta-feira, 17, com a implementação de um cessar-fogo de dez dias.

Essa trégua, anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, começou à meia-noite local e é um dos pré-requisitos exigidos pelo Irã para o avanço nas negociações com os Estados Unidos, visando a paz no Oriente Médio.

O conflito teve início com um ataque dos EUA e Israel ao Irã em 28 de fevereiro, e a situação se intensificou no Líbano quando o Hezbollah lançou foguetes contra Israel em 2 de março, resultando em mais de 2.200 vítimas libanesas, conforme reportado pelo Ministério da Saúde.

De acordo com relatos, uma grande fila se formou na ponte de Qasmiyeh, que conecta a região de Tiro ao restante do Líbano, já que muitos tentavam retornar, apesar dos danos causados pelo conflito.

Mohammad Abou Raya, pai de três filhos, expressou sua alegria ao voltar, mesmo enfrentando a devastação: "Estamos voltando para casa e saindo vitoriosos, apesar dos bombardeios", declarou.

Ignorando os avisos do Exército israelense para não retornar à área ao sul do rio Litani, os libaneses começaram a avaliar as perdas em suas propriedades nos subúrbios de Beirute.

Insaf Ezzeddine, de 42 anos, descreve as dificuldades enfrentadas enquanto se deslocava: "Tivemos que procurar abrigo diariamente, mas nossa casa ficou severamente danificada. Agora, com o cessar-fogo, espero que a guerra chegue ao fim."

Antes do início do cessar-fogo, ataques incessantes deixaram pelo menos 13 mortos em Tiro, segundo autoridades locais. O Exército libanês observou várias violações às condições do cessar-fogo e alertou para o retorno apressado à região.

Dados do Conflito

Cerca de um milhão de pessoas, representando 20% da população do Líbano, foram deslocadas pelo conflito armado.

Na sequência do cessar-fogo, Trump indicou que está tentando agendar a primeira reunião na Casa Branca entre o presidente libanês, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que por sua vez vê a trégua como uma chance para 'paz histórica'.

Entretanto, Hezbollah declarou que seus combatentes permanecerão alerta para eventuais violações do acordo por parte de Israel.

Paralelamente, mediadores paquistaneses trabalham para organizar uma nova rodada de negociações entre EUA e Irã, após um primeiro encontro que não teve sucesso no último fim de semana em Islamabad.

Enquanto isso, a Turquia promove um fórum diplomático em Antália, visando discutir questões regionais com a presença de líderes de países como Egito e Arábia Saudita.

As tensões entre EUA e Irã continuam, principalmente por conta do Estreito de Ormuz, crucial para a navegação mundial, com o Irã mantendo restrições e os EUA implementando bloqueios contra embarcações vinculadas ao país.

Em paralelo, uma conferência em Paris visa garantir a segurança da navegação nesta importante rota marítima.

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