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Internacional
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Cessar-fogo é violado por Ucrânia e Rússia durante Páscoa Ortodoxa

Conflito continua enquanto Kremlin rejeita prorrogação sem condições

Mariana Souza12 de abril de 2026 às 14:35
Cessar-fogo é violado por Ucrânia e Rússia durante Páscoa Ortodoxa

No último domingo, Ucrânia e Rússia trocaram acusações de violação do cessar-fogo que havia sido estabelecido para a Páscoa Ortodoxa. A trégua, que entrou em vigor no sábado, teve um impacto limitado, enquanto o Kremlin condiciona sua prorrogação às aceitas condições de Kiev.

Violação do cessar-fogo

O cessar-fogo, que começou às 16h (10h em Brasília) e estava previsto para durar 32 horas, foi aceito pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Entretanto, ele afirmou que responderia a qualquer transgressão russa com firmeza. Zelensky também propôs uma extensão da trégua, mas ela foi rejeitada por Moscou, que insiste em condições específicas para a paz.

Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, afirmou que a 'operação militar especial' continuará se Zelensky não assumir a responsabilidade necessária.

Exigências de Moscou

A Rússia demanda concessões políticas e territoriais de Kiev, incluindo a rendição da região de Donetsk. No entanto, a Ucrânia considera essas exigências inaceitáveis e um sinal de capitulação. O cenário está longe de uma resolução pacífica, com relatos de mais de 3.000 violações do cessar-fogo já citadas.

Situação na linha de frente

As forças ucranianas e russas acusaram-se mutuamente de centenas de ataques durante a trégua. O Estado-Maior ucraniano registrou que 2.299 violações ocorreram por parte da Rússia, enquanto o Ministério da Defesa russo indicou 1.971 violações ucranianas. Apesar de alguns sinais de diminuição na intensidade dos confrontos, ataques de drones e artilharia continuam.

Contexto do Conflito

Desde a invasão russa em fevereiro de 2022, a guerra na Ucrânia já causou centenas de milhares de mortes e deslocou milhões, sendo considerada o conflito mais violento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Perspectivas de paz

Apesar das tentativas de negociações mediadas pelos Estados Unidos, as discussões falharam em progredir. A situação continua tensa e volátil, com a perspectiva de uma solução duradoura parecendo distante.

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