Voltar
Internacional
2 min de leitura

Cuba Recebe Primeiro Carregamento de Petróleo Russo Após Alívio no Bloqueio

Navio se dirige a Matanzas com 730 mil barris em meio a grave crise energética na ilha.

Camila Souza Ramos31 de março de 2026 às 06:40
Cuba Recebe Primeiro Carregamento de Petróleo Russo Após Alívio no Bloqueio

Na próxima terça-feira, 31, Cuba receberá seu primeiro carregamento de petróleo russo desde janeiro, uma ação que ocorre após a flexibilização das restrições de Washington sobre o suprimento de petróleo à ilha, que enfrenta uma severa crise energética.

Detalhes da Entrega

O navio Anatoly Kolodkin, sancionado pelos EUA, está a caminho do porto de Matanzas, que fica a cerca de 100 km a leste de Havana, transportando 730 mil barris de petróleo. A decisão tomada pelo ex-presidente Donald Trump de permitir essa remessa visa evitar um confronto com a Rússia e oferecer algum alívio a Cuba, que nos últimos meses lidou com frequentes apagões e um drástico racionamento de combustíveis.

"

“Vamos recebê-lo da melhor maneira possível, você não sabe a falta que esse petróleo nos faz”, afirmou Rosa Pérez, 74 anos, moradora de Matanzas, destacando que a região sofre com apagões superiores a 20 horas diariamente.

A escassez de energia em Cuba voltou a crescer em janeiro, após Trump restringir o fluxo de petróleo da Venezuela, aliado histórico da ilha.

Contexto

Cuba atualmente produz cerca de 40 mil barris de petróleo por dia, mas depende fortemente da importação de diesel para suas usinas termelétricas.

Enquanto isso, Trump declarou que não tinha objeções ao envio de petróleo russo para Cuba, ressaltando que a aprovação se dá caso a caso, visando atender às necessidades humanitárias do povo cubano.

  • 1Sancionado, navio se destina ao porto de Matanzas.
  • 2Crise energética gerando apagões frequentes.
  • 3Cuba produce apenas 40 mil barris diários.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Internacional