Recursos seguem interesses da política externa do governo Trump

Os Estados Unidos confirmaram um aumento de sua contribuição para a ONU, totalizando US$ 1,8 bilhão (aproximadamente R$ 8,9 bilhões) voltados para ajuda humanitária. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (14) pelo embaixador americano nas Nações Unidas, Mike Waltz.
Jeremy Lewin, destacado representante do Departamento de Estado norte-americano para assuntos humanitários, esclareceu que os fundos serão direcionados conforme os interesses da política externa da administração Trump. Atualmente, Lewin ocupa o cargo de subsecretário para assistência externa e liberdade religiosa.
✨ A nova contribuição se junta aos US$ 2 bilhões anunciados em dezembro, visando aumentar a eficácia e a transparência na distribuição de ajuda.
De acordo com Lewin, 92% da assistência americana enviada por meio desse novo mecanismo está sendo aplicada em países considerados 'hiperpriorizados' pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha). Esta estratégia visa focar a ajuda em nações que se alinham com os interesses dos EUA.
Embora a lista de países beneficiados inclua nações como Venezuela e Líbano, Lewin ressaltou que algumas localidades foram deixadas de fora por não se alinharem com as prioridades definidas por Washington.
"Ao evitar esses países, não estamos prejudicando o setor humanitário. Estamos nos permitindo focar nas áreas onde nossos interesses se sobrepõem
Tom Fletcher, diretor-geral do Ocha, salientou que, mesmo nesse contexto de direcionamento de verbas, a ONU mantém seus princípios de neutralidade enquanto busca reformular seu sistema diante da crescente demanda por apoio humanitário, que abrange 300 milhões de pessoas em todo o mundo.
Antes do pronunciamiento dos EUA, o Ocha havia arrecadado US$ 7,38 bilhões de 65 Estados-membros, aproximando-se da meta de US$ 23 bilhões para este ano.
A InterAction, a maior aliança de ONGs dos EUA, comemorou o anúncio, referindo-se ao alinhamento entre os objetivos humanitários dos EUA e as áreas priorizadas pelo Ocha como uma notícia positiva.
Além de seu compromisso com a ajuda humanitária, os EUA têm uma dívida de cerca de US$ 4 bilhões à ONU, que inclui valores referentes a missões de paz e o orçamento regular da organização.
Waltz também comentou que os EUA já iniciaram o pagamento de parte dessa dívida, com US$ 159 milhões pagos em janeiro, e indicou que novos débitos significativos devem ocorrer em breve.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Jornalista especializado em Internacional

Reatores nucleares e enriquecimento de urânio suscitam temores em Israel

Administração de Trump analisa desvinculação com agência de refugiados

Recursos serão utilizados após terremotos devastadores

Governança interina busca criar uma autoridade eleitoral crível