Colaboração militar busca combater violência ligada ao narcotráfico

Os Estados Unidos e o Equador estão realizando operações militares em conjunto para combater o tráfico de drogas na região norte do Equador, próxima à fronteira com a Colômbia. Esta colaboração, que já se estende por meses, visa à captura de organizações criminosas que têm gerado uma onda de violência no país sul-americano.
O governador da província de Esmeraldas, Juan Jaramillo, confirmou na quarta-feira a presença de tropas americanas, destacando a colaboração direta entre os exércitos. No entanto, ele não revelou detalhes sobre o número de militares americanos envolvidos ou a duração de sua presença na região.
✨ As operações são parte do programa Escudo das Américas, que integra cerca de 20 países da América Latina e do Caribe na luta contra o narcotráfico.
A situação na província de Esmeraldas é crítica, com altos índices de homicídio, sequestros e extorsões vinculadas ao narcotráfico, que utiliza os portos do Pacífico para exportar suas substâncias ilícitas para os Estados Unidos e a Europa.
Recentemente, o ministro da Defesa, Gian Carlo Loffredo, anunciou a chegada de equipamentos adicionais, incluindo navios de guerra e helicópteros Black Hawk, que aumentarão a capacidade de interceptação marítima na área.
"Vamos triplicar nossas capacidades de interdição na zona marítima
O presidente Daniel Noboa, que assumiu o cargo em 2023, tem buscado uma abordagem rígida para o crime, mas a violência continua, com o índice de homicídios alcançando um recorde de 52 por 100 mil habitantes no ano anterior.
Um decreto recente do governo equatoriano permite que militares americanos permaneçam no país por até 180 dias sem a necessidade de visto e lhes dá imunidade migratória.
Entretanto, a questão da presença militar americana é controversa. Um referendo em 2025 rejeitou a instalação de bases militares dos EUA no Equador, e houve relatos preocupantes de bombardeios que deixaram desaparecidos e causaram mortes de civis.
Recentemente, Washington bloqueou a operação de dez navios pesqueiros equatorianos por envolvimento com narcotráfico, além de impôr sanções a uma rede local de tráfico.
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