Ministro da Defesa se reúne com EUA sobre combate ao narcotráfico
José Múcio e Elbridge Colby discutiram cooperação bilateral

O ministro da Defesa do Brasil, José Múcio Monteiro, encontrou-se hoje com o subsecretário de Defesa para Assuntos de Política dos Estados Unidos, Elbridge Colby. A reunião, realizada em Cusco, aconteceu em um contexto delicado após a decisão do governo Trump de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Conforme relato do Ministério da Defesa brasileiro, os dois líderes discutiram a colaboração entre os países na luta contra o narcotráfico, com ambos expressando uma visão alinhada sobre a necessidade de cooperação. A interação ocorreu em um clima de cordialidade, como indicado pelas autoridades.
✨ O PCC e o CV na lista de organizações terroristas acenderam um alerta no Brasil, levando a uma discussão mais ampla sobre a segurança pública.
Colby, que é um influente assessor do secretário de Defesa dos EUA, destacou o desejo americano de encontrar parceiros na América Latina para combater o tráfico de drogas. Múcio respondeu ressaltando que a missão de combater o narcotráfico é uma responsabilidade do Ministério da Justiça e Segurança Pública, mencionando as iniciativas das Forças Armadas em áreas de fronteira.
Sanções americanas e suas implicações
A classificação das facções como terroristas, que entrou em vigor no início de junho, foi acompanhada por uma série de sanções financeiras contra indivíduos e empresas com supostas ligações ao PCC. Na semana passada, o Departamento do Tesouro dos EUA instituiu penalidades a dois brasileiros e três empresas brasileiras e uma portuguesa.
Após a declaração dos EUA, preocupações foram levantadas no Brasil quanto a uma possível ação militar. O chanceler Mauro Vieira, em resposta a uma consulta do deputado Evair de Melo, mencionou o risco potencial dessa situação, o que levou à convocação da sua presença na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.
A posição do governo dos EUA quanto a essas alegações foi clara. Um porta-voz do Departamento de Estado garantiu que a avaliação do Itamaraty era 'absurda' e reafirmou que as ações americanas se baseiam na legislação interna para enfrentar as ameaças que representam os grupos brasileiros.
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