EUA impõem sanções a empresas cubanas e a esposa de filho de Raúl Castro
Decisão mantém pressão sobre o regime de Havana em meio a crise econômica.

Nesta terça-feira, 23 de fevereiro, o governo dos Estados Unidos anunciou sanções contra cinco empresas pertencentes ao grupo Gaesa, que é controlado pelas Forças Armadas de Cuba, além de ações direcionadas à esposa de Alejandro Castro Espín, filho do ex-presidente Raúl Castro.
As empresas envolvidas incluem Almacenes Universales, a instituição financeira Rafin, e o Banco Financiero Internacional, além das estatais Geominera e a Siderúrgica José Martí, popularmente chamada de Antillana de Acero, a maior siderúrgica do país.
✨ As sanções visam aperta a pressão sobre o regime cubano que enfrenta uma grave crise econômica.
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, detalhou que a Rafin e o Banco Financiero Internacional são responsáveis por movimentar fundos em nome do regime, reafirmando que a Gaesa é uma fonte significativa de recursos para o Estado cubano e parte de seu aparato repressivo.
"A Gaesa segue funcionando como o músculo financeiro por trás do aparato repressivo de segurança do regime cubano
As sanções refletem um aumento na pressão de Washington sobre Cuba, que sofreu severas dificuldades econômicas, exacerbadas por um bloqueio petrolífero iniciado em janeiro, e que agora se intensifica com uma lista cada vez maior de empresas e indivíduos sancionados.
Como resposta, Bruno Rodríguez, chanceler cubano, criticou as ações dos EUA, acusando o secretário de Estado de promover um cerco econômico criminoso contra Cuba.
Contexto
Desde o início do ano, os EUA têm adotado diversas medidas contra Cuba, incluindo sanções ao presidente Miguel Díaz-Canel e membros da família Castro, como Alejandro Castro Espín, que estava envolvido nas negociações para restabelecer as relações diplomáticas entre os países em 2015.
Com essa nova série de sanções, as empresas e pessoas mencionadas estão impedidas de realizar transações econômicas com entidades nos EUA e tiveram seus ativos bloqueados no país.
Além disso, parte da família de Alejandro Castro Espín reside na Flórida, o que traz mais complexidade à situação.
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