Empresas encerram operações em Cuba devido a novas sanções dos EUA
Multinacionais reavaliam presença na ilha após ordem executiva de Trump

Diversas empresas estrangeiras estão descontinuando suas operações em Cuba em resposta às novas sanções dos Estados Unidos, que exigem o rompimento de vínculos com o conglomerado Gaesa, vinculado ao governo cubano.
A ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump no Dia do Trabalhador endureceu as sanções contra a ilha, considerada uma 'ameaça extraordinária' à segurança nacional americana, intensificando um bloqueio que já prejudicava o acesso da ilha a recursos fundamentais.
Consequências das Sanções
Companhias internacionais correm contra o tempo, com o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) definindo o dia 5 de maio como data limite para ajustes nas operações comerciais. O não cumprimento pode resultar em proibições financeiras severas, incluindo a proibição de transações bancárias e o congelamento de ativos.
✨ A rede hotelaria Meliá anunciou o fechamento de 15 empreendimentos em Cuba, juntando-se a companhias como Iberostar e Blue Diamond na redução ou suspensão das atividades.
Contexto Econômico e Político
Com o Gaesa centralizado nas operações econômicas da ilha, sua associação com as Forças Armadas cubanas intensifica as tensões. Estima-se que cerca de 70% da economia cubana esteja sob controle desse conglomerado.
O impacto econômico da retirada dessas empresas pode ser imenso. Daniel Torralbas, economista cubano, prevê que 2026 será um dos piores anos na história econômica do país, refletindo o desespero gerado pela ausência de investimentos internacionais.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, tem denunciado a corrupção associada ao Gaesa, evidenciando que sua fundação remonta às administrações de Raúl Castro, atualmente sob investigação nos EUA.
Em defesa do Gaesa, o governo cubano afirma que a entidade é crucial para a geração de divisas e para contornar as restrições impostas pelo embargo americano, que perdura desde 1962.
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