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Internacional
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Empresas encerram operações em Cuba devido a novas sanções dos EUA

Multinacionais reavaliam presença na ilha após ordem executiva de Trump

Carlos Silva04 de junho de 2026 às 04:20
Empresas encerram operações em Cuba devido a novas sanções dos EUA

Diversas empresas estrangeiras estão descontinuando suas operações em Cuba em resposta às novas sanções dos Estados Unidos, que exigem o rompimento de vínculos com o conglomerado Gaesa, vinculado ao governo cubano.

A ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump no Dia do Trabalhador endureceu as sanções contra a ilha, considerada uma 'ameaça extraordinária' à segurança nacional americana, intensificando um bloqueio que já prejudicava o acesso da ilha a recursos fundamentais.

Consequências das Sanções

Companhias internacionais correm contra o tempo, com o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) definindo o dia 5 de maio como data limite para ajustes nas operações comerciais. O não cumprimento pode resultar em proibições financeiras severas, incluindo a proibição de transações bancárias e o congelamento de ativos.

A rede hotelaria Meliá anunciou o fechamento de 15 empreendimentos em Cuba, juntando-se a companhias como Iberostar e Blue Diamond na redução ou suspensão das atividades.

Contexto Econômico e Político

Com o Gaesa centralizado nas operações econômicas da ilha, sua associação com as Forças Armadas cubanas intensifica as tensões. Estima-se que cerca de 70% da economia cubana esteja sob controle desse conglomerado.

O impacto econômico da retirada dessas empresas pode ser imenso. Daniel Torralbas, economista cubano, prevê que 2026 será um dos piores anos na história econômica do país, refletindo o desespero gerado pela ausência de investimentos internacionais.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, tem denunciado a corrupção associada ao Gaesa, evidenciando que sua fundação remonta às administrações de Raúl Castro, atualmente sob investigação nos EUA.

Em defesa do Gaesa, o governo cubano afirma que a entidade é crucial para a geração de divisas e para contornar as restrições impostas pelo embargo americano, que perdura desde 1962.

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