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Internacional
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Guerra no Sudão completa quatro anos com mais de 11 mil mortos

Conflito se intensifica apesar de esforços internacionais para a paz

Camila Souza Ramos03 de maio de 2026 às 12:30
Guerra no Sudão completa quatro anos com mais de 11 mil mortos

A guerra no Sudão, que se agravou desde seu início em 15 de abril de 2023, resultou em mais de 11 mil mortes, refletindo uma das piores crises humanitárias do planeta, segundo o ministério da saúde local.

Contexto do Conflito

O conflito opõe o exército sudanês, sob o comando do general Abdel Fattah al-Burhan, às Forças de Apoio Rápido (RSF) lideradas pelo general Mohamed Hamdan Dagalo. Essa divisão surgiu após uma breve aliança em 2019 para depor o ex-presidente Omar al-Bashir, que levou à instabilidade na transição política para um governo civil.

As duas facções rapidamente buscaram apoio internacional, com os Emirados Árabes Unidos acusados de ajudar as RSF, enquanto o exército sudanês conta com o respaldo de Egito, Turquia, Arábia Saudita e Catar.

Situação Atual no Terreno

No último ano, as RSF consolidaram sua presença na região de Darfur e estabeleceram um governo paralelo, enquanto o exército controla a metade leste do Sudão. O campo de batalha agora se expandiu para a região de Kordofã, com confrontos recentes na fronteira com a Etiópia.

A guerra de drones tornou-se o principal meio de combate, resultando em um aumento significativo de vítimas civis, com pelo menos 700 mortes registradas este ano, conforme a ONU.

Impactos Humanitários Devastadores

O conflito causou uma crise humanitária sem precedentes, com cerca de 75% da população necessitando de assistência. A fome se agrava, especialmente em áreas de combate, enquanto bloqueios dificultam o acesso humanitário.

O sistema de saúde está em colapso, com surtos de doenças como dengue. O Ministério da Saúde documentou 11.209 mortes, mas especialistas estimam que o número real de óbitos seja muito maior.

Tentativas de Paz e Mediação

Apesar da atenção internacional, incluindo tentativas de mediação pelos EUA e países regionais, as perspectivas de um cessar-fogo permanecem sombrias. Propostas foram apresentadas, mas tanto o exército quanto as RSF demonstraram resistência em aceitar um acordo duradouro.

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